MINHA JORNADA COM EMT – PARTE I

Tratando a Depressão com Estimulação Magnética Transcraniana

Entrevista com a jornalista e escritora Martha Rhodes sobre seu tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana, autora do livro “3,000 Pulsos Depois: Memórias de Sobrevivência da Depressão sem Medicações”

smiling middle aged woman greenbrook blog

Após uma grande luta contra a Depressão e tentar inúmeros tratamentos inefetivos por vários anos, parecia que nada podia aliviar a depressão diária de Martha Rhodes. finalmente, um familiar contou a Rhodes sobre o tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana em Maio de 2010. Ela nunca mais se arrependeu.

Rhodes, que atribui sua salvação à EMT , atualmente reside em Danbury, CT com seu marido e foi muito solicita ao contar sua história de luta, sobrevivência e momentos difíceis.

Descreva sua vida antes do tratamento com EMT

Fui diagnosticada com Depressão Maior há aproximadamente 20 anos atrás e comecei a ser tratada com Zoloft (Sertralina). Os efeitos colaterais eram intoleráveis, então interrompi o uso por conta própria e logo percebei que não conseguia funcionar sem algum tipo de antidepressivo.

Meu Clínico Geral tentou me tratar com Lexapro (Escitalopram) e Paxil CR (Paroxetina). Utilizei a medicação todos os dias por muitos anos enquanto ela aumentava a dose até o máximo. Eu acreditava que era uma pessoa ingrata, já que tudo na minha vida parecia perfeito – casamento duradouro, ótimos filhos, uma carreira bem sucedida. Apesar de tudo, as medicações pararam de funcionar. A verdade é que eu tinha o que é conhecida como Depressão Resistente.

Eventualmente minha Depressão Resistente me levou a um Pronto Socorro, sendo salva de uma overdose de Álcool e Alprazolam. Após minha tentativa de suicídio tentei diferentes medicações por vários meses e nada me ajudava. Na verdade eu me sentia pior que quando comecei, tentando encontrar a medicação – ou combinação de pílulas – que aliviariam minha tristeza e pensamentos negativos.

As medicações eram simplesmente ineficazes ou os efeitos colaterais eram piores do que os mínimos efeitos benéficos das medicações. Além da depressão estava a minha frustração e medo que eu nunca encontrava alívio. Minha vontade de viver desaparecia e não parecia ter nenhum motivo em tentar.

Como você descobriu a EMT?

Inicialmente descobri pela minha irmã. Ela sabia que eu tinha interrompido as medicações porque não estavam funcionando ou porque os efeitos colaterais eram brutais, mas ao mesmo tempo ela (e todos na minha família) se preocupavam que eu não tinha nada para me tratar. Como fiquei sabendo da EMT na verdade é um dos milagres da minha vida:

Minha irmã estava em uma sala de espera de um dentista lendo uma revista e viu uma pagina inteira sobre EMT. Abaixo da manchete se lia “Médicos estão usando a mais nova tecnologia para tratar depressão sem o desconforto das medicações”. Ela me enviou a matéria e em uma semana eu estava no Instituto de Vida do Hospital Hartford sendo avaliada pela diretora do Centro de EMT quando ela determinou que eu era uma boa candidata para o tratamento. Infelizmente eu tive uma espera de 6 meses para conseguir o tratamento pelo convênio de saúde por via judicial. Felizmente a cobertura pelos convênios aumentou muito em todo o país nos últimos anos.

Quando você começou o Tratamento com EMT?

Eu comecei o tratamento com EMT em Maio de 2010 após 6 meses de processo judicial para ter o tratamento pelo plano de saúde, o que finalmente consegui. Felizmente os convênios já pré-autorizam a cobertura do tratamento ou reembolsam os paciente para o tratamento de EMT muito mais rapidamente que 3 anos atrás.

É uma situação ganha-ganha para mim e a empresa de seguro, pois eles não precisam custear uma consulta mensal para eu ter a receita das medicações e minhas visitas frequentes ao terapeuta foram reduzidas de semanais para mensais, e agora “conforme o necessário”.

Além disso, minha saúde mental positiva me permitiu tomar mais cuidado com minha saúde física em prevenção de doenças, exercícios e práticas mais saudáveis de vida. No longo prazo, acredito que a EMT é mais barata para os convênios de saúde do que o uso contínuo de medicações e terapia em que eles se baseiam.

Por que você começou o tratamento com EMT?

Eu procurei tratamento com EMT porque, no tempo da crise, as únicas alternativas que eu conhecia eram a psicoterapia, medicações ou eletroconvulsoterapia (eletrochoque- ECT). Eu já tinha tentado mais de seis medicações diferentes que não aliviaram meus sintomas e não estava disposta a passar pelo tratamento com ECT pela necessidade de anestesia, relaxantes musculares e efeitos colaterais graves de perda de memória.

Inicialmente eu tinha precauções quanto à EMT por ser uma tecnologia nova, mas os resultados positivos dos estudos clínicos e o fato do FDA ter reconhecido sem nenhuma dúvida a eficácia e segurança da técnica em Outubro de 2008 . Também fiquei reconfortada que a eficácia da EMT era equivalente ao ECT. Como eu me sentia sem esperança, foi muito fácil aceitar a decisão “O que eu tinha a perder?”

O que você experimentou durante o tratamento com EMT? Foi desconfortável?

Eu fiquei positivamente surpresa em descobrir o quanto uma sessão de EMT é simples. Eu sentei em uma poltrona confortável com musica ou TV disponível e relaxei. Os pulsos magnéticos rapidamente disparavam por 4 segundos, depois descansava por 20 segundos, então por mais 4 segundos – ligando e desligando, ligando e desligando – nessa sequencia por trinta e sete minutos em um total de 3.000 pulsos por sessão. Inicialmente eu me acostumei as batidas intensas do lado de fora da minha cabeça.

Era parecido com quando meu irmão me dava um “cascudo” quando eu era criança. Tomei um Tylenol uma hora antes do tratamento e, após uma semana, me acostumei com o tratamento e o desconforto desapareceu. Minha coordenadora do EMT também ajustou a bobina um pouco mais alto na minha cabeça e me fez sentir mais confortável.

Mas a melhor parte foi que não tinha efeitos colaterais. Nenhuma dor de cabeça, nenhum desconforto estomacal, nenhuma desorientação ou qualquer coisa do tipo. Nenhum sedativo ou anestesia (como é o caso do ECT), então eu não ficava sonolenta depois. Eu dirigia antes e depois das sessões. Uma sessão durava menos de uma hora – e normalmente eu já tinha ido embora em 45 minutos. Uma manicure e pedicure dura o mesmo tempo, ou mais.

Eu fiz o tratamento 5 vezes na semana por 6 semanas. Um componente importante do meu sucesso com EMT foi minha vontade de acreditar que o tratamento funciona. Verdadeiramente, eu me encontrei lutando contra Medo, Incerteza e Dúvida, me perguntando “O que uma batida de 4 segundos fora da minha cabeça vai fazer para tirar toda essa tristeza e sofrimento?”

FONTE: https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-i/

http://www.ipec.med.br/

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/

UNIMED DEVE CUSTEAR TRATAMENTO PARA ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA – SOB PENA DE MULTA

NOTÍCIA

A decisão é da juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda que acolheu um pedido liminar de uma usuária, que teve o tratamento médico negado pela Unimed

A juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, obrigou a Unimed Cáceres a custear o tratamento médico de uma paciente com depressão.

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Usuária do plano de saúde, ela relatou na Justiça que após ser diagnosticada com o transtorno depressivo, passou por um tratamento com medicamentos, mas não obtive resultado positivo. Por isso, seu médico prescreveu 25 sessões de EMT (Estimulação Magnética Transcraniana).

O tratamento foi negado pela Unimed, sob o argumento de que a referida técnica não consta no rol de cobertura mínima definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Diante da situação, a paciente propôs uma ação com tutela de urgência para que a empresa fosse obrigada a liberar a terapia.

Em sua decisão, a juíza confirmou que o pedido da usuária detém a probabilidade do direito e o perigo da demora, devendo ser deferido.

Conforme a magistrada, a negativa por parte da Unimed desvia a finalidade contrato, “que é a proteção à vida, a saúde”.

“Resta, portando demonstrado o requisito do perigo da demora, uma vez que não sendo realizadas as terapias prescritas, poderá a autora sofrer consequências irreversíveis. Do mesmo modo, evidente a probabilidade do seu direito, eis que beneficiária do plano de saúde e vem cumprindo com as contraprestações corretamente”, destacou.

“Diante disso, verifico a presença dos requisitos autorizadores para a concessão da tutela de urgência, visto que a demora na prestação jurisdicional poderá trazer sérios prejuízos à saúde da paciente, ora autora”, pontuou Carlota.

Ainda em sua decisão, a juíza reconheceu que as operadoras de planos de saúde podem regular as doenças que terão cobertura do plano, mas que não devem restringir a forma a ser utilizada para o tratamento, já que cabe o médico fazê-lo.

“Portanto, ante a gravidade da doença, assim como em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, que é o bem maior do ser, o deferimento da tutela se impõe”.

A magistrada fixou uma multa no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão.

Audiência de conciliação

A juíza agendou para o próximo dia 15 de outubro, às 10h, uma audiência de conciliação entre as partes, que será realizada na Central de Conciliação e Mediação de Cuiabá.

Fonte:
https://www.pontonacurva.com.br/civel/unimed-deve-custear-tratamento-a-paciente-com-depresso/9023

http://www.ipec.med.br/

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/