A relação do Portão do Inferno com o suicídio

dr. manoel vicente de barros psiquiatra em cuiaba

Não é de hoje que o Portão do Inferno, um precipício de 50 metros nas curvas que ligam Cuiabá ao paraíso de Chapada dos Guimarães, é local de tentativas de suicídio. Não sabemos quantas pessoas já tentaram ou conseguiram retirar suas vidas nesse mirante que deveria ser apenas mais uma bela paisagem na MT 251, mas é certo que os moradores da região convivem há anos com essa situação. 

O assunto foi reavivado pela divulgação de um vídeo em que um motoqueiro salva um jovem de saltar no último minuto. O ato heroico e o drama que o tema carrega trouxeram de volta o assunto à nossa região. Muitos acreditam que o nome do local possui impacto nesse comportamento e a ideia de “Inferno” atrai as mentes desesperadas, mas está longe de ser o único cartão postal com esse estigma. 

De Nova Iorque, com o Edifício Empire State, a Paris, com a Torre Eiffel, vários países possuem pontos turísticos que se tornaram palco de suicídios.Suicídio não é mais um tabu. É assunto de utilidade pública e precisamos falar sobre isso. O suicídio é uma tentativa desesperada de aliviar uma dor, de buscar saída em meio ao sofrimento e desesperança sobre o futuro. 

A Depressão é a maior causadora do comportamento suicida –  é como uma lente de pessimismo e negatividade, não deixa a pessoa enxergar outra saída, afinal, como você se livra de algo que dói na alma?

É mais que comprovado que a Depressão é uma doença, causada por fatores biológicos e sociais, associar o ato de suicídio ao Inferno talvez seja resquício de nossa cultura religiosa que acredita que quem comete o ato merece punição eterna. Talvez a própria pessoa esteja convencida disso.No entanto, o mais provável é que o ponto seja associado no imaginário local a “um fim garantido”, sem chance alguma de sobrevivência. 

Quem está deprimido quer alívio, e só vislumbra esse caminho como solução do seu sofrimento, mas a verdade é que não é.Um estudo feito com mais de quinhentas pessoas salvas do suicídio da ponte Golden Gate em São Francisco – o local com mais suicídios registrados no mundo – após 20 anos descobriu que 95% delas estavam vivas ou faleceram de mortes naturais.  Isso aponta que o comportamento suicida é impulsivo – um ato desesperado de sanar uma crise depressiva – que na maioria das vezes é resolvida.           

PORTÃO DO INFERNO CHAPADA DOS GUIMARÃOS

Quem tenta suicídio não é um condenado sem salvação, as crises passam e o pensamento suicida também. Estender o braço e oferecer tratamento realmente salva vidas.

Medidas preventivas como instalação de grades de proteção, câmeras de vigilância e equipes de pronta resposta conseguiram zerar suicídios em diversos locais. A oferta de tratamento com psicologia e psiquiatras em um sistema de saúde mental eficiente e acessível é indispensável nessa luta.Não precisamos observar mais episódios como quem aprecia uma paisagem, medidas incisivas são possíveis, necessárias e urgentes.  

O que estamos fazendo para mudar esse cenário?Se você tem Depressão, procure auxílio profissional, o tratamento moderno com psicoterapia, medicamentos e até abordagens não medicamentosas como a Estimulação Magnética Transcraniana são cada vez mais acessíveis. Ao contrário do que se pensa, Depressão tem tratamento!   

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MARTHA RHODES, UMA HISTÓRIA DE SUCESSO COM ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA

Se você ainda não leu a primeira parte da entrevista com a autora e paciente de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) Martha Rhodes, clique para ler aqui http://blog.drmanoelvicente.com.br/index.php/2019/11/27/depoimento-estimulacao-megnetica-transcraniana/

Quando você começou a notar mudanças no seu humor?

Meu médico foi muito claro comigo desde oi começo – a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) não é uma solução instantânea. essa informação me preparou para ser paciente e esperar os resultados. Não notei a diferença no meu humor até a quarta semana de tratamento.

Em algum momento, por volta da décima nona sessão, acordei uma manhã sem aquela nojenta sessão de desconforto – o sentimento que é mil vezes pior que “Eu queria que fosse segunda de manhã e que eu não tivesse que ir trabalhar!” ( eu chamo isso de náusea emocional). Tive uma sensação de leveza, como se um casaco pesado tivesse sido removido dos meus ombros cansados. Notei que a musica que eu ouvia durante a ida e volta do tratamento estava mais animada e me encontrei cantando a musica! Comecei a procurar meus amigos novamente, para conversar ao telefone e se encontrar para almoçar. Minhas lágrimas desapareceram e comecei e me ouvi gargalhando. A ansiedade e tristeza sempre presente desapareceram. Eu aumentei minha energia, me senti mais tranquila, silenciosamente “sabendo” que minha vida – e qualquer problema dela – era manejável.

Ter um sistema de suporte forte e estruturado para me ajudar no ajudar nas primeiras sessões foi importante para minha recuperação. Tomar um comprimido toda manhã era algo tangível. Você vê, você engole e sabe que possivelmente vai ter efeito. A EMT é muito mais discreta, quase misteriosa. O fato que é baseada em pulsos magnéticos torna o procedimento “quase mágico”. É invisível e não invasivo – mas funciona.

Como exatamente a EMT te ajudou?

A EMT afeta os caminhos neuronais do córtex pré frontal do cérebro onde as emoções e o humor residem. Resumidamente, a força dos pulsos magnéticos estimularam a área do meu cérebro que não estava reduzindo neurotransmissores suficientes (substâncias que ativam os pulsos nervosos). O campo magnético produz uma corrente elétrica muito fraca que acorda as células do cérebro e elas começaram a fazer seu trabalho – o que é necessário para liberar os neurotransmissoes que aliviaram meus sintomas de depressão. Medicação antidepressiva tentaram induzir meu cérebro a fazer isso, mas ao fazer isso, as drogas passaram pelo meu corpo inteiro e afetou outros órgãos. A EMT foi aplicada diretamente ao meu cérebro para que não tivesse nenhum outro efeito colateral que eu experimentei com as medicações.

Sua depressão retornou desde o inicio da EMT?

Eu não tive nenhuma recaída séria por quase 3 anos. Eu fiz tratamentos periódicos “de reforço” durante os 2 primeiros anos após começar EMT – o que me deixou sem sintomas. Recentemente, no entanto, eu tive um período extendido de estresse intenso que me fez cair novamente em uma depressão mais intensa. No entanto eu consegui reconhecer os sintomas muito cedo de choro incontrolável, agitação, sono alterado e perda de apetite, então eu contactei meu médico que prescreveu uma série de dez tratamentos que imediatamente me tiraram “da caverna da depressão”. Apesar de que passar novamente pela depressão foi ruim, me reafirmou que a EMT é o tratamento que sempre posso confiar para manter minha saúde mental.

Descreva sua vida hoje

Depressão Maior é uma doença física cronica que sempre monitoro, assim como eu cuidaira de qualquer doença crônica, como a Diabetes. Ainda estou aceitando essa doença para a vida toda. Também não existe um “passe livre” que vem com a EMT, mas eu me senti aliviada por ter essa terapia que funciona para mim melhor do que qualquer outro tratamento que já tentei.

Não parecia possivel enquanto eu estava em tratamento que eu algum dia me sentiria normal, especialmente por que o alívio que eu chamo de “A Melhora” foi muito sutil. Uma vez que comecei a perceber as pequenas coisa que estava perdendo quando estava deprimida voltando, eu sabia que podia conseguir. Finalmente sai daquela caverna. Não só recapturei minha vida, como também ganhei mais do que tinha para começar. Minha experiência de vida agora é a diferença entre assistir um vídeo ou um filme contra estar em um teatro ao vivo. Me sinto mais real e clara agota do que nunca me senti antes. Os sintomas horriveis da depressão foram embora. Estou funcionando em minhas atividades normais e, mais importante, tenho um valor recém encontrado na minha vida – realmente vale a pena viver!

Seu mantra quanto ao tratamento com EMT:

Confie na tecnologia e não tenha medo de terapias alternativas para depressão. Acima de tudo, tenha esperança e “Apenas Continue”!

FONTE:
https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-ii

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MINHA JORNADA COM EMT – PARTE I

Tratando a Depressão com Estimulação Magnética Transcraniana

Entrevista com a jornalista e escritora Martha Rhodes sobre seu tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana, autora do livro “3,000 Pulsos Depois: Memórias de Sobrevivência da Depressão sem Medicações”

smiling middle aged woman greenbrook blog

Após uma grande luta contra a Depressão e tentar inúmeros tratamentos inefetivos por vários anos, parecia que nada podia aliviar a depressão diária de Martha Rhodes. finalmente, um familiar contou a Rhodes sobre o tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana em Maio de 2010. Ela nunca mais se arrependeu.

Rhodes, que atribui sua salvação à EMT , atualmente reside em Danbury, CT com seu marido e foi muito solicita ao contar sua história de luta, sobrevivência e momentos difíceis.

Descreva sua vida antes do tratamento com EMT

Fui diagnosticada com Depressão Maior há aproximadamente 20 anos atrás e comecei a ser tratada com Zoloft (Sertralina). Os efeitos colaterais eram intoleráveis, então interrompi o uso por conta própria e logo percebei que não conseguia funcionar sem algum tipo de antidepressivo.

Meu Clínico Geral tentou me tratar com Lexapro (Escitalopram) e Paxil CR (Paroxetina). Utilizei a medicação todos os dias por muitos anos enquanto ela aumentava a dose até o máximo. Eu acreditava que era uma pessoa ingrata, já que tudo na minha vida parecia perfeito – casamento duradouro, ótimos filhos, uma carreira bem sucedida. Apesar de tudo, as medicações pararam de funcionar. A verdade é que eu tinha o que é conhecida como Depressão Resistente.

Eventualmente minha Depressão Resistente me levou a um Pronto Socorro, sendo salva de uma overdose de Álcool e Alprazolam. Após minha tentativa de suicídio tentei diferentes medicações por vários meses e nada me ajudava. Na verdade eu me sentia pior que quando comecei, tentando encontrar a medicação – ou combinação de pílulas – que aliviariam minha tristeza e pensamentos negativos.

As medicações eram simplesmente ineficazes ou os efeitos colaterais eram piores do que os mínimos efeitos benéficos das medicações. Além da depressão estava a minha frustração e medo que eu nunca encontrava alívio. Minha vontade de viver desaparecia e não parecia ter nenhum motivo em tentar.

Como você descobriu a EMT?

Inicialmente descobri pela minha irmã. Ela sabia que eu tinha interrompido as medicações porque não estavam funcionando ou porque os efeitos colaterais eram brutais, mas ao mesmo tempo ela (e todos na minha família) se preocupavam que eu não tinha nada para me tratar. Como fiquei sabendo da EMT na verdade é um dos milagres da minha vida:

Minha irmã estava em uma sala de espera de um dentista lendo uma revista e viu uma pagina inteira sobre EMT. Abaixo da manchete se lia “Médicos estão usando a mais nova tecnologia para tratar depressão sem o desconforto das medicações”. Ela me enviou a matéria e em uma semana eu estava no Instituto de Vida do Hospital Hartford sendo avaliada pela diretora do Centro de EMT quando ela determinou que eu era uma boa candidata para o tratamento. Infelizmente eu tive uma espera de 6 meses para conseguir o tratamento pelo convênio de saúde por via judicial. Felizmente a cobertura pelos convênios aumentou muito em todo o país nos últimos anos.

Quando você começou o Tratamento com EMT?

Eu comecei o tratamento com EMT em Maio de 2010 após 6 meses de processo judicial para ter o tratamento pelo plano de saúde, o que finalmente consegui. Felizmente os convênios já pré-autorizam a cobertura do tratamento ou reembolsam os paciente para o tratamento de EMT muito mais rapidamente que 3 anos atrás.

É uma situação ganha-ganha para mim e a empresa de seguro, pois eles não precisam custear uma consulta mensal para eu ter a receita das medicações e minhas visitas frequentes ao terapeuta foram reduzidas de semanais para mensais, e agora “conforme o necessário”.

Além disso, minha saúde mental positiva me permitiu tomar mais cuidado com minha saúde física em prevenção de doenças, exercícios e práticas mais saudáveis de vida. No longo prazo, acredito que a EMT é mais barata para os convênios de saúde do que o uso contínuo de medicações e terapia em que eles se baseiam.

Por que você começou o tratamento com EMT?

Eu procurei tratamento com EMT porque, no tempo da crise, as únicas alternativas que eu conhecia eram a psicoterapia, medicações ou eletroconvulsoterapia (eletrochoque- ECT). Eu já tinha tentado mais de seis medicações diferentes que não aliviaram meus sintomas e não estava disposta a passar pelo tratamento com ECT pela necessidade de anestesia, relaxantes musculares e efeitos colaterais graves de perda de memória.

Inicialmente eu tinha precauções quanto à EMT por ser uma tecnologia nova, mas os resultados positivos dos estudos clínicos e o fato do FDA ter reconhecido sem nenhuma dúvida a eficácia e segurança da técnica em Outubro de 2008 . Também fiquei reconfortada que a eficácia da EMT era equivalente ao ECT. Como eu me sentia sem esperança, foi muito fácil aceitar a decisão “O que eu tinha a perder?”

O que você experimentou durante o tratamento com EMT? Foi desconfortável?

Eu fiquei positivamente surpresa em descobrir o quanto uma sessão de EMT é simples. Eu sentei em uma poltrona confortável com musica ou TV disponível e relaxei. Os pulsos magnéticos rapidamente disparavam por 4 segundos, depois descansava por 20 segundos, então por mais 4 segundos – ligando e desligando, ligando e desligando – nessa sequencia por trinta e sete minutos em um total de 3.000 pulsos por sessão. Inicialmente eu me acostumei as batidas intensas do lado de fora da minha cabeça.

Era parecido com quando meu irmão me dava um “cascudo” quando eu era criança. Tomei um Tylenol uma hora antes do tratamento e, após uma semana, me acostumei com o tratamento e o desconforto desapareceu. Minha coordenadora do EMT também ajustou a bobina um pouco mais alto na minha cabeça e me fez sentir mais confortável.

Mas a melhor parte foi que não tinha efeitos colaterais. Nenhuma dor de cabeça, nenhum desconforto estomacal, nenhuma desorientação ou qualquer coisa do tipo. Nenhum sedativo ou anestesia (como é o caso do ECT), então eu não ficava sonolenta depois. Eu dirigia antes e depois das sessões. Uma sessão durava menos de uma hora – e normalmente eu já tinha ido embora em 45 minutos. Uma manicure e pedicure dura o mesmo tempo, ou mais.

Eu fiz o tratamento 5 vezes na semana por 6 semanas. Um componente importante do meu sucesso com EMT foi minha vontade de acreditar que o tratamento funciona. Verdadeiramente, eu me encontrei lutando contra Medo, Incerteza e Dúvida, me perguntando “O que uma batida de 4 segundos fora da minha cabeça vai fazer para tirar toda essa tristeza e sofrimento?”

FONTE: https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-i/

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UNIMED DEVE CUSTEAR TRATAMENTO PARA ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA – SOB PENA DE MULTA

NOTÍCIA

A decisão é da juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda que acolheu um pedido liminar de uma usuária, que teve o tratamento médico negado pela Unimed

A juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, obrigou a Unimed Cáceres a custear o tratamento médico de uma paciente com depressão.

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Usuária do plano de saúde, ela relatou na Justiça que após ser diagnosticada com o transtorno depressivo, passou por um tratamento com medicamentos, mas não obtive resultado positivo. Por isso, seu médico prescreveu 25 sessões de EMT (Estimulação Magnética Transcraniana).

O tratamento foi negado pela Unimed, sob o argumento de que a referida técnica não consta no rol de cobertura mínima definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Diante da situação, a paciente propôs uma ação com tutela de urgência para que a empresa fosse obrigada a liberar a terapia.

Em sua decisão, a juíza confirmou que o pedido da usuária detém a probabilidade do direito e o perigo da demora, devendo ser deferido.

Conforme a magistrada, a negativa por parte da Unimed desvia a finalidade contrato, “que é a proteção à vida, a saúde”.

“Resta, portando demonstrado o requisito do perigo da demora, uma vez que não sendo realizadas as terapias prescritas, poderá a autora sofrer consequências irreversíveis. Do mesmo modo, evidente a probabilidade do seu direito, eis que beneficiária do plano de saúde e vem cumprindo com as contraprestações corretamente”, destacou.

“Diante disso, verifico a presença dos requisitos autorizadores para a concessão da tutela de urgência, visto que a demora na prestação jurisdicional poderá trazer sérios prejuízos à saúde da paciente, ora autora”, pontuou Carlota.

Ainda em sua decisão, a juíza reconheceu que as operadoras de planos de saúde podem regular as doenças que terão cobertura do plano, mas que não devem restringir a forma a ser utilizada para o tratamento, já que cabe o médico fazê-lo.

“Portanto, ante a gravidade da doença, assim como em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, que é o bem maior do ser, o deferimento da tutela se impõe”.

A magistrada fixou uma multa no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão.

Audiência de conciliação

A juíza agendou para o próximo dia 15 de outubro, às 10h, uma audiência de conciliação entre as partes, que será realizada na Central de Conciliação e Mediação de Cuiabá.

Fonte:
https://www.pontonacurva.com.br/civel/unimed-deve-custear-tratamento-a-paciente-com-depresso/9023

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MUITO ALÉM DA TRISTEZA – 10 SINTOMAS QUE VOCÊ NÃO CONHECIA DA DEPRESSÃO

Quando falamos em Depressão automaticamente imaginamos uma pessoa que se sente triste, com humor deprimido, “na fossa”, que a tristeza é a única emoção que preenche todos os dias dela.

É bem verdade que Depressão e Tristeza andam juntas, e a Tristeza é uma emoção recorrente entre as pessoas com Depressão, mas não é só isso!

Preparei essa lista com 10 outros sintomas da Depressão para você ficar atento em seus entes queridos e em si mesmo.

1 . PERDA DO INTERESSE OU PRAZER

A perda do prazer em realizar atividades e hobbies que antes traziam alegria e satisfação é provavelmente o sintoma mais recorrente da Depressão (até mais que a Tristeza).

A pessoa evita situações sociais, deixa de fazer exercícios, de apreciar uma música, não consegue dar aquela gargalhada ao assistir uma série ou programa de TV.

2. VARIAÇÃO DE PESO

O nosso corpo espelha nossa mente, é comum a pessoa com Depressão ter variações no apetite. Podendo comer compulsivamente ou perder totalmente o interesse em se alimentar.

Uma alteração maior que 5% do peso total em um mês sem estar de dieta ou fazendo exercícios físicos para isso é um sinal de alerta para doenças do corpo e psiquiátricas.

3. INSÔNIA OU HIPERSONIA

Insônia quase todo mundo conhece. Quando a mente não está bem uma das primeiras funções atingidas é a capacidade de ter uma boa noite de sono.

A cabeça não para e aquele momento de paz se torna uma verdadeira tortura para a pessoa que se revira a noite inteira na cama.

Alguns pacientes podem ter aumento da necessidade de sono, o que chamamos de HIPERsonia – o nome é auto-explicativo – um sono HIPERaumentado.

Algumas pessoas podem chegar a dormir doze a quinze horas e ainda continuarem cansadas.

4. LENTIDÃO

A Depressão tende a causar uma lentidão generalizada, aquela tarefa simples e corriqueira pode demorar muito para ser realizada.

Geralmente isso é observado por outras pessoas, que reparam que a pessoa está mais lenta que o normal, seja para dirigir, cozinhar ou realizar atividade no trabalho.

5. PERDA DA LIBIDO

É difícil ver uma pessoa deprimida que não tenha prejuízos na libido ou disfunção erétil. Se a pessoa está se sentindo triste e perdendo toda a capacidade de sentir prazer, fazer sexo é a última das prioridades.

Inclusive o paciente nem reclama dessa dificuldade, por isso o psiquiatra tem sempre que perguntar sobre isso.

Um grande problema no tratamento da depressão é que os antidepressivos também causam perda da libido, disfunção erétil ou dificuldade para atingir o orgasmo em mais da metade dos que usam essas medicações.

Tratamentos não medicamentosos como a Estimulação Magnética Transcraniana são uma ótima opção para pessoas que querem tratar depressão e tem medo de piorar a atividade sexual ou outros efeitos colaterais.

6. DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO

“Não consigo prestar atenção em nada”

Assim como a pessoa fica mais lenta, o pensamento também fica “lentificado”, causando a sensação de perda de concentração e dificuldade para ler um livro ou entender uma conversa complexa.

Muitas vezes a perda de concentração leva a pessoa ao Psiquiatra, achando até que tem um quadro de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade) – se não for bem avaliada por um especialista o diagnóstico e tratamento podem mudar completamente!

Algumas medicações podem ter como efeito colateral justamente a perda de concentração, avise seu médico se sentir isso.

7. FADIGA E CANSAÇO

Se sentir exausto muitas vezes é a regra para quem tem Depressão.

Mesmo após dormir, a pessoa sente como se toda energia estivesse esgotada, ir trabalhar, limpar a casa, levar os filhos na escola são como correr uma maratona.

Essa perda de energia costuma melhorar muito com exercícios físicos, mas como orientar alguém extremamente cansado a fazer exercícios aeróbicos?

Isso é um desafio para pacientes e médicos psiquiatras, mas o tratamento correto pode ajudar a dar o pontapé inicial.

8. SENSAÇÃO DE CULPA

Se sentir culpado sem saber o porque, achar que fez algo errado e que todos os problemas da vida e da família são sua responsabilidade é muito comum.

A pessoa pode até saber que essa crença é irracional e que não tem motivo de existir, mas retirar a sensação de culpa é quase impossível na pessoa com Depressão.

9. PERDA DO AUTO-CUIDADO

Deixar de ter vaidade, de se arrumar e perde toda a auto-estima é super recorrente!

Algumas pessoas chegam a ficar dias e dias sem tomar banho, sem pentear o cabelo ou escovar os dentes.

Observar se algum parente ou amigo está deixando de lado rotinas básicas de higiene ou perdeu a vaidade que sempre teve é uma grande dica para perceber a depressão em outras pessoas.

10. PENSAMENTOS DE MORTE

Sem dúvida a maior fonte de sofrimento – nem sempre você vai ouvir “Quero me matar” – esse é o ultimo estágio da Depressão, onde existe o maior risco de suicídio, antes disso muitas pessoas simplesmente pensam na morte o dia inteiro.

“Podia morrer que não ia fazer diferença”, “se eu morresse seria até bom”, “Será que a morte é tão ruim?” – Esse tipo de pensamento ou de fala pode anteceder a ideação de suicídio.

Nunca ignore esse sinal – é o mais grave e maior indicativo de tratamento o mais rápido o possível com o psiquiatra!

Antidepressivos podem diminuir a libido?

Infelizmente esse é um efeito colateral muito comum na maioria dos antidepressivos. 

Para entender melhor esse problema que acomete grande parte das pessoas com Depressão, é importante saber o significado de algumas palavras

Libido é a vontade de ter relações sexuais. A Depressão já atrapalha por si só a disposição sexual. A maioria dos antidepressivos também faz isso. Não adianta melhorar o humor e a tristeza e manter ou até piorar esse sintoma.

A Disfunção Erétil é um problema que pode acometer o homem que usa antidepressivos, mesmo tendo vontade, não consegue ter ereções sozinho ou em relações sexuais. Também chamada de Impotência.

O Orgasmo é o ápice do prazer, os antidepressivos por acelerar ou atrasar o tempo para o orgasmo. Anorgasmia é quando a pessoa nunca consegue ter o orgasmo, o que é muito incômodo tanto para homens quanto para mulheres.

O tratamento da Depressão com medicações ainda precisa conviver com alguns efeitos colaterais, pode ocorrer Disfunção Erétil, Anorgasmia e Redução da Libido – se o paciente tiver qualquer desses sintomas deve contar para o médico.

Não pode ter vergonha, não pode esconder, pois o psiquiatra é o mais capacitado para te ajudar a resolver os efeitos colaterais dos antidepressivos.

Acredite, é muito comum!

Existem estratégias de tratamento para tentar reduzir ou até acabar com essa perda da Libido, Disfunção Erétil e Anorgasmia
Acredite, é uma coisa muito comum!

O tratamento com Exercícios Físicos, Psicoterapia e Estimulação Magnética Transcraniana possuem a vantagem de uma melhora sem qualquer efeito colateral da função sexual.

Qualidade de vida vem do tratamento da Depressão e de efeitos colaterais toleráveis!

Tem dúvidas? Sugestões de novos posts? Comente nesse post!

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Como é a primeira consulta com o médico psiquiatra?

É comum a pessoa evitar a consulta com o psiquiatra por medo de como pode ser a avaliação. “O que ele vai me perguntar?” E se disser que eu “to doida”? “Eu tenho que contar minha vida inteira pra alguém que nem conheço?”

Por isso, ajudar os pacientes a ficarem a vontade na primeira consulta exige muita experiência. Nesse texto você terá uma idéia do que esperar na primeira avaliação.

Primeiro vamos colocar o objetivo da consulta: Identificar sintomas ou doenças de saúde mental e definir uma estratégia para resolver isso, que é o tratamento.

Então o objetivo final é te trazer mais qualidade de vida, para isso você deve estar disposto a ajudar o médico nesse processo. Fornecer informações é o melhor caminho.

O tratamento, não necessariamente vai incluir medicações, pode ser necessária apenas psicoterapia, prática de exercícios físicos, ou tratamentos médicos como a Estimulação Magnética Transcraniana, que não envolvem medicações.

“Por onde começar? Comece pelo começo”

É ideal começar a consulta com o psiquiatra falando claramente por que você decidiu procura-lo, inclusive se não tiver sido você quem decidiu e foi algum parente ou amigo que marcou seu atendimento.

Aqui você fala com suas palavras o que está sentindo ou sentiu que te incomodou tanto. Não tem resposta correta, nem jeito certo de dizer. Se o motivo foi “uma agonia muito grande” ou “uma preguiça que fica o dia inteiro”, pronto, já é um começo.

O psiquiatra vai querer saber há quanto tempo esse problema começou, então tente localizar em que momento da vida que as coisas mudaram. Foi há 2 semanas? Ano Passado? No começou ou no final do ano? Há 10 anos atrás?

Uma dica para lembrar de datas muito no passado é tentar lembrar o que você estava fazendo na época: Foi no fim da faculdade? Depois da primeira gravidez? Quando você trabalhava no último emprego?

Nesse momento, a entrevista – a consulta do psiquiatra é muito próxima de uma entrevista mesmo –  vai variar conforme sua queixa principal. Juntos, você e seu médico, vão tentar identificar outras queixas e outros problemas que não são os principais, mas são igualmente importantes.

O médico deve perguntar sobre detalhes como: Variações de humor; Ansiedade; Capacidade de Concentração; Irritabilidade; Impulssividade; Compulsão alimentar ou perda de apetite; Qualidade do seu sono (Se você tem insônia, ou o sono não é reparador); Como anda sua Libido (vontade de ter relações sexuais);

Se tiver muita coisa pra falar, anote.

Essa é uma técnica que pode ajudar a pessoa se organizar para tirar as dúvidas e não esquecer de alguma queixa que te incomoda. É comum o paciente esquecer de falar algo importante ou um sintoma que atrapalha.

Tratamentos Anteriores

Também é necessário saber as medicações psiquiátricas que você já utilizou. Tente se lembrar bem, porque você pode ter usado antidepressivos com o neurologista ou o cardiologista, por exemplo, pode ter te prescrito Fluoxetina, Diazepam ou Topiramato (todos são medicamentos psiquiátricos).

Qualquer medicação controlada, ou seja, que você não conseguia comprar sem receita médica, pode ser uma informação relevante.

Você pode até fazer uma lista antes da consulta, com o nome das medicações, a dose e por quanto tempo tomou (se você conseguir lembrar). Pode incluir nessa lista medicações fitoterápicas ou homeopáticas que você já utilizou e o motivo de ter feito o uso.

Comente a experiência com essas medicações, quais te ajudaram, quais não tiveram efeito e se causaram efeitos colaterais, como ganho de peso, diminuição da libido, dificuldade de concentração, sonolência, insônia ou qualquer outro desconforto.

Você deve saber todas as medicações que utiliza no momento, inclusive as para pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, etc.

Se tiver dificuldade de saber todas, o que não é fácil para quem usa muitos medicamentos, anote ou leve as caixas e prescrições médicas que você tem guardadas.

A História da sua Família

A história familiar de transtornos psiquiátricos também é muito importante. Nem sempre é fácil falar sobre o assunto, mas se existem casos na família isso ajuda o psiquiatra a fechar melhor o seu diagnóstico.

Então tente se informar sobre quadros como: Depressão, Transtornos de Ansiedade (Síndrome do Pânico, Crises de Ansiedade), Transtorno Bipolar, Depressão Pós-Parto, Alcoolismo, Uso de Drogas, Internações Psiquiátricas, Esquizofrenia ou outra condição.

Nem sempre esses familiares tiveram diagnósticos por um médico psiquiatra, mas pontuar que sua mãe “é muito triste, desde jovem”, que uma tia “falava sozinha” ou que alguém já tentou suicídio já são informações relevantes.

Quem te acompanha

Escolha bem quem você trás para te acompanhar na consulta, se você trouxer. É ideal que o acompanhante seja alguém próximo, que apoie o tratamento e que possa lembrar de informações que você pode esquecer de falar ao médico.

Se o paciente for uma pessoa idosa ou um menor de idade com dificuldade de lembrar dos detalhes mais importantes da história, a consulta vai ser melhor aproveitada com o acompanhante.

Assim como o paciente desenvolve uma relação com o médico, o acompanhante também deve ter confiança no psiquiatra, expor dúvidas e tentar aprender como melhor ajudar no tratamento do ente querido.

Dessa forma o ideal é que o acompanhante seja sempre a mesma pessoa, assim ele consegue lembrar melhor do desenvolvimento do tratamento.

Faça Perguntas

O médico psiquiatra já espera que você faça perguntas, exponha um pouco do seu ponto de vista sobre o que espera do tratamento e o que pensa sobre seu diagnóstico, por exemplo.

Muitas pessoas tem visões religiosas, filosóficas, ou medo de estar sendo atendido por um psiquiatra. Esse é o momento para expor suas considerações. Isso vai ajudar o seu médico a te entender melhor e você aproveitar ao máximo o tratamento.

Efeitos colaterais das medicações são uma preocupação recorrente, “Esse remédio vai me viciar?”, “Vou engordar?”, “A medicação vai atrapalhar no meu trabalho?”, “Tem outra alternativa?”- Não guarde para você, pergunte!

Exponha com clareza suas opiniões sobre o tratamento proposto, se a consulta foi para te ajudar e para melhorar a SUA vida é claro que no final, quem terá a decisão sobre é você mesmo.

Ficou com Dúvidas? Quer sugerir algum tema? Comente no post agora mesmo!

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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A Depressão no Idoso

Entrevista cedida pelo Dr. Manoel Vicente de Barros à TV Assembléia de Mato Grosso sobre a depressão no idoso.

O idoso necessita de uma visão diferenciada em diversos aspectos, entre eles na identificação e tratamento da depressão. Um profissional experiente em Psicogeriatria e Depressão faz toda a diferença para um ótimo resultado do tratamento.

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FLUOXETINA – O QUE VOCÊ PRECISA SABER

A Fluoxetina foi o primeiro antidepressivo da classe dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), uma verdadeira revolução para o tratamento da depressão, que antes contava com antidepressivos com muitos efeitos colaterais para os pacientes.

Descoberta na década de 80, com o nome de Prozac, era chamada a pílula da felicidade, e influenciou até livros e filmes por todo o mundo.

Geração Prozac (2011) – Retrata uma revolução no tratamento da depressão

No Brasil é uma medicação acessível financeiramente e está disponível gratuitamente no SUS.

As doses habituais variam de 20 a 40mg/dia, mas doses maiores até 80mg também podem ser necessárias. A dose ideal varia conforme a indicação e de pessoa para pessoa.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES

Transtornos Depressivos
Transtorno Obsessivo Compulsivo
Transtornos de Ansiedade
Bulimia e Compulsão Alimentar
Outros

A fluoxetina pode ser ingerida com ou sem alimentos, quando ingerida junto da alimentação o tempo de absorção pode aumentar, mas a eficácia da medicação permanece a mesma. Ela possui apresentações em comprimidos, cápsulas e gotas.

Algumas pessoas podem ter azia ou queimação com o uso – principalmente na apresentação em cápsulas – o que pode ser contornado pela troca por comprimidos ou gotas. Ingerir durante ou logo após as refeições costuma ajudar nesse efeito colateral também.

A Fluoxetina permanece por muito tempo no sangue da pessoa, até 2 ou 3 dias, de forma que não costuma haver síndrome de abstinência quando a pessoa esquece de ingerir (o que é comum na Paroxetina e Venlafaxina, por exemplo).

A retirada da medicação também é mais fácil por ter esse tempo de permanência no sangue bastante longo.

EFEITOS COLATERAIS MAIS COMUNS

Náusea, Dor de Cabeça, Diminuição do Apetite, Diminuição da Libido, Dor Abdominal, Insônia, Irritabilidade, Apatia e Suor excessivo.

GRAVIDEZ

É considerada segura na gestação.

Não há comprovação de má formação ao feto induzida pela Fluoxetina.

Quando usada no fim da gestação podem ocorrer sintomas transitórios de retirada do medicamento no recém nascido (tremores, dificuldade de amamentação, irritabilidade e aumento da frequência respiratória).

AMAMENTAÇÃO

A Fluoxetina é secretada no leite materno.

Apesar de relatos de sintomas de irritabilidade, dificuldade de amamentação, insônia e aumento do choro dos bebês em fase de amamentação, a Fluoxetina pode ser usada durante a amamentação, desde que devidamente acompanhada a mãe e a criança.

IMPORTANTE: Esse blog é voltado para o público geral, de forma que é utilizada uma linguagem simples e acessível, as informações disponíveis não substituem uma consulta psiquiátrica ou avaliação individualizada sobre seu caso. Converse com seu psiquiatra para seu tratamento individualizado.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/

http://www.ipec.med.br/


Depressão e Estimulação Magnética Transcraniana na Gravidez

O período da gravidez e pós parto são naturalmente estressantes para as mulheres, nesse período o risco de transtornos depressivos e ansiosos aumenta muito, chegando a até 20%, por isso é tão comum conhecermos mulheres grávidas com depressão ou ansiedade. A maioria dos casos são leves e devem ser tratados com psicoterapia ou medidas comportamentais. Outra parcela necessita do uso de medicações, atualmente existem remédios psiquiátricos considerados seguros e com boa eficácia, podendo ajudar as mães gestantes com esse quadro.

Um quadro depressivo não tratado durante a gestão se associa a desfechos negativos para mãe e para o bebê. Aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, dificuldade de amamentação e depressão pós parto. Também existe risco aumentado de má formações, independente do uso ou não de medicações.

A Depressão não tratada é um fator de risco que, sozinho, aumenta a chance de má formações na criança.

O grande problema é que as medicações atravessam a barreira placentária, em menor ou maior grau. Os antidepressivos mais usados, como a Fluoxetina, por exemplo, não parecem aumentar o risco de má formações, sendo controversos os achados relativos à dificuldade respiratória, baixo peso ao nascer, partos prematuros ou dificuldade de amamentação do recém nascido.

Apesar da reafirmada segurança de antidepressivos, o uso das medicações psiquiátricas ainda é causa de angústia nas futuras mães e futuros pais.

Nesse sentido a Estimulação Magnética Transcraniana é uma alternativa segura para uso durante a gravidez, registros de má formações associadas, uma vez que não existe a passagem de medicações pela placenta, pois a técnica é totalmente baseada em um estímulo localizado no cérebro da mãe com depressão.

Não há necessidade de sedação ou exposição à anestésicos.

Ao redor do mundo mulheres grávidas tem utilizado a Estimulação Magnética Transcraniana com ótimas respostas e registros cada vez mais robustos da segurança do método.

A melhora da depressão por um tratamento médico não baseado em medicações já é uma realidade na psiquiatria moderna.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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