Antidepressivos podem diminuir a libido?

Infelizmente esse é um efeito colateral muito comum na maioria dos antidepressivos. 

Para entender melhor esse problema que acomete grande parte das pessoas com Depressão, é importante saber o significado de algumas palavras

Libido é a vontade de ter relações sexuais. A Depressão já atrapalha por si só a disposição sexual. A maioria dos antidepressivos também faz isso. Não adianta melhorar o humor e a tristeza e manter ou até piorar esse sintoma.

A Disfunção Erétil é um problema que pode acometer o homem que usa antidepressivos, mesmo tendo vontade, não consegue ter ereções sozinho ou em relações sexuais. Também chamada de Impotência.

O Orgasmo é o ápice do prazer, os antidepressivos por acelerar ou atrasar o tempo para o orgasmo. Anorgasmia é quando a pessoa nunca consegue ter o orgasmo, o que é muito incômodo tanto para homens quanto para mulheres.

O tratamento da Depressão com medicações ainda precisa conviver com alguns efeitos colaterais, pode ocorrer Disfunção Erétil, Anorgasmia e Redução da Libido – se o paciente tiver qualquer desses sintomas deve contar para o médico.

Não pode ter vergonha, não pode esconder, pois o psiquiatra é o mais capacitado para te ajudar a resolver os efeitos colaterais dos antidepressivos.

Acredite, é muito comum!

Existem estratégias de tratamento para tentar reduzir ou até acabar com essa perda da Libido, Disfunção Erétil e Anorgasmia
Acredite, é uma coisa muito comum!

O tratamento com Exercícios Físicos, Psicoterapia e Estimulação Magnética Transcraniana possuem a vantagem de uma melhora sem qualquer efeito colateral da função sexual.

Qualidade de vida vem do tratamento da Depressão e de efeitos colaterais toleráveis!

Tem dúvidas? Sugestões de novos posts? Comente nesse post!

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/

http://www.ipec.med.br/

FLUOXETINA – O QUE VOCÊ PRECISA SABER

A Fluoxetina foi o primeiro antidepressivo da classe dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), uma verdadeira revolução para o tratamento da depressão, que antes contava com antidepressivos com muitos efeitos colaterais para os pacientes.

Descoberta na década de 80, com o nome de Prozac, era chamada a pílula da felicidade, e influenciou até livros e filmes por todo o mundo.

Geração Prozac (2011) – Retrata uma revolução no tratamento da depressão

No Brasil é uma medicação acessível financeiramente e está disponível gratuitamente no SUS.

As doses habituais variam de 20 a 40mg/dia, mas doses maiores até 80mg também podem ser necessárias. A dose ideal varia conforme a indicação e de pessoa para pessoa.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES

Transtornos Depressivos
Transtorno Obsessivo Compulsivo
Transtornos de Ansiedade
Bulimia e Compulsão Alimentar
Outros

A fluoxetina pode ser ingerida com ou sem alimentos, quando ingerida junto da alimentação o tempo de absorção pode aumentar, mas a eficácia da medicação permanece a mesma. Ela possui apresentações em comprimidos, cápsulas e gotas.

Algumas pessoas podem ter azia ou queimação com o uso – principalmente na apresentação em cápsulas – o que pode ser contornado pela troca por comprimidos ou gotas. Ingerir durante ou logo após as refeições costuma ajudar nesse efeito colateral também.

A Fluoxetina permanece por muito tempo no sangue da pessoa, até 2 ou 3 dias, de forma que não costuma haver síndrome de abstinência quando a pessoa esquece de ingerir (o que é comum na Paroxetina e Venlafaxina, por exemplo).

A retirada da medicação também é mais fácil por ter esse tempo de permanência no sangue bastante longo.

EFEITOS COLATERAIS MAIS COMUNS

Náusea, Dor de Cabeça, Diminuição do Apetite, Diminuição da Libido, Dor Abdominal, Insônia, Irritabilidade, Apatia e Suor excessivo.

GRAVIDEZ

É considerada segura na gestação.

Não há comprovação de má formação ao feto induzida pela Fluoxetina.

Quando usada no fim da gestação podem ocorrer sintomas transitórios de retirada do medicamento no recém nascido (tremores, dificuldade de amamentação, irritabilidade e aumento da frequência respiratória).

AMAMENTAÇÃO

A Fluoxetina é secretada no leite materno.

Apesar de relatos de sintomas de irritabilidade, dificuldade de amamentação, insônia e aumento do choro dos bebês em fase de amamentação, a Fluoxetina pode ser usada durante a amamentação, desde que devidamente acompanhada a mãe e a criança.

IMPORTANTE: Esse blog é voltado para o público geral, de forma que é utilizada uma linguagem simples e acessível, as informações disponíveis não substituem uma consulta psiquiátrica ou avaliação individualizada sobre seu caso. Converse com seu psiquiatra para seu tratamento individualizado.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Depressão e Estimulação Magnética Transcraniana na Gravidez

O período da gravidez e pós parto são naturalmente estressantes para as mulheres, nesse período o risco de transtornos depressivos e ansiosos aumenta muito, chegando a até 20%, por isso é tão comum conhecermos mulheres grávidas com depressão ou ansiedade. A maioria dos casos são leves e devem ser tratados com psicoterapia ou medidas comportamentais. Outra parcela necessita do uso de medicações, atualmente existem remédios psiquiátricos considerados seguros e com boa eficácia, podendo ajudar as mães gestantes com esse quadro.

Um quadro depressivo não tratado durante a gestão se associa a desfechos negativos para mãe e para o bebê. Aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, dificuldade de amamentação e depressão pós parto. Também existe risco aumentado de má formações, independente do uso ou não de medicações.

A Depressão não tratada é um fator de risco que, sozinho, aumenta a chance de má formações na criança.

O grande problema é que as medicações atravessam a barreira placentária, em menor ou maior grau. Os antidepressivos mais usados, como a Fluoxetina, por exemplo, não parecem aumentar o risco de má formações, sendo controversos os achados relativos à dificuldade respiratória, baixo peso ao nascer, partos prematuros ou dificuldade de amamentação do recém nascido.

Apesar da reafirmada segurança de antidepressivos, o uso das medicações psiquiátricas ainda é causa de angústia nas futuras mães e futuros pais.

Nesse sentido a Estimulação Magnética Transcraniana é uma alternativa segura para uso durante a gravidez, registros de má formações associadas, uma vez que não existe a passagem de medicações pela placenta, pois a técnica é totalmente baseada em um estímulo localizado no cérebro da mãe com depressão.

Não há necessidade de sedação ou exposição à anestésicos.

Ao redor do mundo mulheres grávidas tem utilizado a Estimulação Magnética Transcraniana com ótimas respostas e registros cada vez mais robustos da segurança do método.

A melhora da depressão por um tratamento médico não baseado em medicações já é uma realidade na psiquiatria moderna.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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