MUITO ALÉM DA TRISTEZA – 10 SINTOMAS QUE VOCÊ NÃO CONHECIA DA DEPRESSÃO

Quando falamos em Depressão automaticamente imaginamos uma pessoa que se sente triste, com humor deprimido, “na fossa”, que a tristeza é a única emoção que preenche todos os dias dela.

É bem verdade que Depressão e Tristeza andam juntas, e a Tristeza é uma emoção recorrente entre as pessoas com Depressão, mas não é só isso!

Preparei essa lista com 10 outros sintomas da Depressão para você ficar atento em seus entes queridos e em si mesmo.

1 . PERDA DO INTERESSE OU PRAZER

A perda do prazer em realizar atividades e hobbies que antes traziam alegria e satisfação é provavelmente o sintoma mais recorrente da Depressão (até mais que a Tristeza).

A pessoa evita situações sociais, deixa de fazer exercícios, de apreciar uma música, não consegue dar aquela gargalhada ao assistir uma série ou programa de TV.

2. VARIAÇÃO DE PESO

O nosso corpo espelha nossa mente, é comum a pessoa com Depressão ter variações no apetite. Podendo comer compulsivamente ou perder totalmente o interesse em se alimentar.

Uma alteração maior que 5% do peso total em um mês sem estar de dieta ou fazendo exercícios físicos para isso é um sinal de alerta para doenças do corpo e psiquiátricas.

3. INSÔNIA OU HIPERSONIA

Insônia quase todo mundo conhece. Quando a mente não está bem uma das primeiras funções atingidas é a capacidade de ter uma boa noite de sono.

A cabeça não para e aquele momento de paz se torna uma verdadeira tortura para a pessoa que se revira a noite inteira na cama.

Alguns pacientes podem ter aumento da necessidade de sono, o que chamamos de HIPERsonia – o nome é auto-explicativo – um sono HIPERaumentado.

Algumas pessoas podem chegar a dormir doze a quinze horas e ainda continuarem cansadas.

4. LENTIDÃO

A Depressão tende a causar uma lentidão generalizada, aquela tarefa simples e corriqueira pode demorar muito para ser realizada.

Geralmente isso é observado por outras pessoas, que reparam que a pessoa está mais lenta que o normal, seja para dirigir, cozinhar ou realizar atividade no trabalho.

5. PERDA DA LIBIDO

É difícil ver uma pessoa deprimida que não tenha prejuízos na libido ou disfunção erétil. Se a pessoa está se sentindo triste e perdendo toda a capacidade de sentir prazer, fazer sexo é a última das prioridades.

Inclusive o paciente nem reclama dessa dificuldade, por isso o psiquiatra tem sempre que perguntar sobre isso.

Um grande problema no tratamento da depressão é que os antidepressivos também causam perda da libido, disfunção erétil ou dificuldade para atingir o orgasmo em mais da metade dos que usam essas medicações.

Tratamentos não medicamentosos como a Estimulação Magnética Transcraniana são uma ótima opção para pessoas que querem tratar depressão e tem medo de piorar a atividade sexual ou outros efeitos colaterais.

6. DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO

“Não consigo prestar atenção em nada”

Assim como a pessoa fica mais lenta, o pensamento também fica “lentificado”, causando a sensação de perda de concentração e dificuldade para ler um livro ou entender uma conversa complexa.

Muitas vezes a perda de concentração leva a pessoa ao Psiquiatra, achando até que tem um quadro de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade) – se não for bem avaliada por um especialista o diagnóstico e tratamento podem mudar completamente!

Algumas medicações podem ter como efeito colateral justamente a perda de concentração, avise seu médico se sentir isso.

7. FADIGA E CANSAÇO

Se sentir exausto muitas vezes é a regra para quem tem Depressão.

Mesmo após dormir, a pessoa sente como se toda energia estivesse esgotada, ir trabalhar, limpar a casa, levar os filhos na escola são como correr uma maratona.

Essa perda de energia costuma melhorar muito com exercícios físicos, mas como orientar alguém extremamente cansado a fazer exercícios aeróbicos?

Isso é um desafio para pacientes e médicos psiquiatras, mas o tratamento correto pode ajudar a dar o pontapé inicial.

8. SENSAÇÃO DE CULPA

Se sentir culpado sem saber o porque, achar que fez algo errado e que todos os problemas da vida e da família são sua responsabilidade é muito comum.

A pessoa pode até saber que essa crença é irracional e que não tem motivo de existir, mas retirar a sensação de culpa é quase impossível na pessoa com Depressão.

9. PERDA DO AUTO-CUIDADO

Deixar de ter vaidade, de se arrumar e perde toda a auto-estima é super recorrente!

Algumas pessoas chegam a ficar dias e dias sem tomar banho, sem pentear o cabelo ou escovar os dentes.

Observar se algum parente ou amigo está deixando de lado rotinas básicas de higiene ou perdeu a vaidade que sempre teve é uma grande dica para perceber a depressão em outras pessoas.

10. PENSAMENTOS DE MORTE

Sem dúvida a maior fonte de sofrimento – nem sempre você vai ouvir “Quero me matar” – esse é o ultimo estágio da Depressão, onde existe o maior risco de suicídio, antes disso muitas pessoas simplesmente pensam na morte o dia inteiro.

“Podia morrer que não ia fazer diferença”, “se eu morresse seria até bom”, “Será que a morte é tão ruim?” – Esse tipo de pensamento ou de fala pode anteceder a ideação de suicídio.

Nunca ignore esse sinal – é o mais grave e maior indicativo de tratamento o mais rápido o possível com o psiquiatra!

Antidepressivos podem diminuir a libido?

Infelizmente esse é um efeito colateral muito comum na maioria dos antidepressivos. 

Para entender melhor esse problema que acomete grande parte das pessoas com Depressão, é importante saber o significado de algumas palavras

Libido é a vontade de ter relações sexuais. A Depressão já atrapalha por si só a disposição sexual. A maioria dos antidepressivos também faz isso. Não adianta melhorar o humor e a tristeza e manter ou até piorar esse sintoma.

A Disfunção Erétil é um problema que pode acometer o homem que usa antidepressivos, mesmo tendo vontade, não consegue ter ereções sozinho ou em relações sexuais. Também chamada de Impotência.

O Orgasmo é o ápice do prazer, os antidepressivos por acelerar ou atrasar o tempo para o orgasmo. Anorgasmia é quando a pessoa nunca consegue ter o orgasmo, o que é muito incômodo tanto para homens quanto para mulheres.

O tratamento da Depressão com medicações ainda precisa conviver com alguns efeitos colaterais, pode ocorrer Disfunção Erétil, Anorgasmia e Redução da Libido – se o paciente tiver qualquer desses sintomas deve contar para o médico.

Não pode ter vergonha, não pode esconder, pois o psiquiatra é o mais capacitado para te ajudar a resolver os efeitos colaterais dos antidepressivos.

Acredite, é muito comum!

Existem estratégias de tratamento para tentar reduzir ou até acabar com essa perda da Libido, Disfunção Erétil e Anorgasmia
Acredite, é uma coisa muito comum!

O tratamento com Exercícios Físicos, Psicoterapia e Estimulação Magnética Transcraniana possuem a vantagem de uma melhora sem qualquer efeito colateral da função sexual.

Qualidade de vida vem do tratamento da Depressão e de efeitos colaterais toleráveis!

Tem dúvidas? Sugestões de novos posts? Comente nesse post!

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/

http://www.ipec.med.br/

Como é a primeira consulta com o médico psiquiatra?

É comum a pessoa evitar a consulta com o psiquiatra por medo de como pode ser a avaliação. “O que ele vai me perguntar?” E se disser que eu “to doida”? “Eu tenho que contar minha vida inteira pra alguém que nem conheço?”

Por isso, ajudar os pacientes a ficarem a vontade na primeira consulta exige muita experiência. Nesse texto você terá uma idéia do que esperar na primeira avaliação.

Primeiro vamos colocar o objetivo da consulta: Identificar sintomas ou doenças de saúde mental e definir uma estratégia para resolver isso, que é o tratamento.

Então o objetivo final é te trazer mais qualidade de vida, para isso você deve estar disposto a ajudar o médico nesse processo. Fornecer informações é o melhor caminho.

O tratamento, não necessariamente vai incluir medicações, pode ser necessária apenas psicoterapia, prática de exercícios físicos, ou tratamentos médicos como a Estimulação Magnética Transcraniana, que não envolvem medicações.

“Por onde começar? Comece pelo começo”

É ideal começar a consulta com o psiquiatra falando claramente por que você decidiu procura-lo, inclusive se não tiver sido você quem decidiu e foi algum parente ou amigo que marcou seu atendimento.

Aqui você fala com suas palavras o que está sentindo ou sentiu que te incomodou tanto. Não tem resposta correta, nem jeito certo de dizer. Se o motivo foi “uma agonia muito grande” ou “uma preguiça que fica o dia inteiro”, pronto, já é um começo.

O psiquiatra vai querer saber há quanto tempo esse problema começou, então tente localizar em que momento da vida que as coisas mudaram. Foi há 2 semanas? Ano Passado? No começou ou no final do ano? Há 10 anos atrás?

Uma dica para lembrar de datas muito no passado é tentar lembrar o que você estava fazendo na época: Foi no fim da faculdade? Depois da primeira gravidez? Quando você trabalhava no último emprego?

Nesse momento, a entrevista – a consulta do psiquiatra é muito próxima de uma entrevista mesmo –  vai variar conforme sua queixa principal. Juntos, você e seu médico, vão tentar identificar outras queixas e outros problemas que não são os principais, mas são igualmente importantes.

O médico deve perguntar sobre detalhes como: Variações de humor; Ansiedade; Capacidade de Concentração; Irritabilidade; Impulssividade; Compulsão alimentar ou perda de apetite; Qualidade do seu sono (Se você tem insônia, ou o sono não é reparador); Como anda sua Libido (vontade de ter relações sexuais);

Se tiver muita coisa pra falar, anote.

Essa é uma técnica que pode ajudar a pessoa se organizar para tirar as dúvidas e não esquecer de alguma queixa que te incomoda. É comum o paciente esquecer de falar algo importante ou um sintoma que atrapalha.

Tratamentos Anteriores

Também é necessário saber as medicações psiquiátricas que você já utilizou. Tente se lembrar bem, porque você pode ter usado antidepressivos com o neurologista ou o cardiologista, por exemplo, pode ter te prescrito Fluoxetina, Diazepam ou Topiramato (todos são medicamentos psiquiátricos).

Qualquer medicação controlada, ou seja, que você não conseguia comprar sem receita médica, pode ser uma informação relevante.

Você pode até fazer uma lista antes da consulta, com o nome das medicações, a dose e por quanto tempo tomou (se você conseguir lembrar). Pode incluir nessa lista medicações fitoterápicas ou homeopáticas que você já utilizou e o motivo de ter feito o uso.

Comente a experiência com essas medicações, quais te ajudaram, quais não tiveram efeito e se causaram efeitos colaterais, como ganho de peso, diminuição da libido, dificuldade de concentração, sonolência, insônia ou qualquer outro desconforto.

Você deve saber todas as medicações que utiliza no momento, inclusive as para pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, etc.

Se tiver dificuldade de saber todas, o que não é fácil para quem usa muitos medicamentos, anote ou leve as caixas e prescrições médicas que você tem guardadas.

A História da sua Família

A história familiar de transtornos psiquiátricos também é muito importante. Nem sempre é fácil falar sobre o assunto, mas se existem casos na família isso ajuda o psiquiatra a fechar melhor o seu diagnóstico.

Então tente se informar sobre quadros como: Depressão, Transtornos de Ansiedade (Síndrome do Pânico, Crises de Ansiedade), Transtorno Bipolar, Depressão Pós-Parto, Alcoolismo, Uso de Drogas, Internações Psiquiátricas, Esquizofrenia ou outra condição.

Nem sempre esses familiares tiveram diagnósticos por um médico psiquiatra, mas pontuar que sua mãe “é muito triste, desde jovem”, que uma tia “falava sozinha” ou que alguém já tentou suicídio já são informações relevantes.

Quem te acompanha

Escolha bem quem você trás para te acompanhar na consulta, se você trouxer. É ideal que o acompanhante seja alguém próximo, que apoie o tratamento e que possa lembrar de informações que você pode esquecer de falar ao médico.

Se o paciente for uma pessoa idosa ou um menor de idade com dificuldade de lembrar dos detalhes mais importantes da história, a consulta vai ser melhor aproveitada com o acompanhante.

Assim como o paciente desenvolve uma relação com o médico, o acompanhante também deve ter confiança no psiquiatra, expor dúvidas e tentar aprender como melhor ajudar no tratamento do ente querido.

Dessa forma o ideal é que o acompanhante seja sempre a mesma pessoa, assim ele consegue lembrar melhor do desenvolvimento do tratamento.

Faça Perguntas

O médico psiquiatra já espera que você faça perguntas, exponha um pouco do seu ponto de vista sobre o que espera do tratamento e o que pensa sobre seu diagnóstico, por exemplo.

Muitas pessoas tem visões religiosas, filosóficas, ou medo de estar sendo atendido por um psiquiatra. Esse é o momento para expor suas considerações. Isso vai ajudar o seu médico a te entender melhor e você aproveitar ao máximo o tratamento.

Efeitos colaterais das medicações são uma preocupação recorrente, “Esse remédio vai me viciar?”, “Vou engordar?”, “A medicação vai atrapalhar no meu trabalho?”, “Tem outra alternativa?”- Não guarde para você, pergunte!

Exponha com clareza suas opiniões sobre o tratamento proposto, se a consulta foi para te ajudar e para melhorar a SUA vida é claro que no final, quem terá a decisão sobre é você mesmo.

Ficou com Dúvidas? Quer sugerir algum tema? Comente no post agora mesmo!

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Depressão e Estimulação Magnética Transcraniana na Gravidez

O período da gravidez e pós parto são naturalmente estressantes para as mulheres, nesse período o risco de transtornos depressivos e ansiosos aumenta muito, chegando a até 20%, por isso é tão comum conhecermos mulheres grávidas com depressão ou ansiedade. A maioria dos casos são leves e devem ser tratados com psicoterapia ou medidas comportamentais. Outra parcela necessita do uso de medicações, atualmente existem remédios psiquiátricos considerados seguros e com boa eficácia, podendo ajudar as mães gestantes com esse quadro.

Um quadro depressivo não tratado durante a gestão se associa a desfechos negativos para mãe e para o bebê. Aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, dificuldade de amamentação e depressão pós parto. Também existe risco aumentado de má formações, independente do uso ou não de medicações.

A Depressão não tratada é um fator de risco que, sozinho, aumenta a chance de má formações na criança.

O grande problema é que as medicações atravessam a barreira placentária, em menor ou maior grau. Os antidepressivos mais usados, como a Fluoxetina, por exemplo, não parecem aumentar o risco de má formações, sendo controversos os achados relativos à dificuldade respiratória, baixo peso ao nascer, partos prematuros ou dificuldade de amamentação do recém nascido.

Apesar da reafirmada segurança de antidepressivos, o uso das medicações psiquiátricas ainda é causa de angústia nas futuras mães e futuros pais.

Nesse sentido a Estimulação Magnética Transcraniana é uma alternativa segura para uso durante a gravidez, registros de má formações associadas, uma vez que não existe a passagem de medicações pela placenta, pois a técnica é totalmente baseada em um estímulo localizado no cérebro da mãe com depressão.

Não há necessidade de sedação ou exposição à anestésicos.

Ao redor do mundo mulheres grávidas tem utilizado a Estimulação Magnética Transcraniana com ótimas respostas e registros cada vez mais robustos da segurança do método.

A melhora da depressão por um tratamento médico não baseado em medicações já é uma realidade na psiquiatria moderna.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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