Antidepressivos podem diminuir a libido?

Infelizmente esse é um efeito colateral muito comum na maioria dos antidepressivos. 

Para entender melhor esse problema que acomete grande parte das pessoas com Depressão, é importante saber o significado de algumas palavras

Libido é a vontade de ter relações sexuais. A Depressão já atrapalha por si só a disposição sexual. A maioria dos antidepressivos também faz isso. Não adianta melhorar o humor e a tristeza e manter ou até piorar esse sintoma.

A Disfunção Erétil é um problema que pode acometer o homem que usa antidepressivos, mesmo tendo vontade, não consegue ter ereções sozinho ou em relações sexuais. Também chamada de Impotência.

O Orgasmo é o ápice do prazer, os antidepressivos por acelerar ou atrasar o tempo para o orgasmo. Anorgasmia é quando a pessoa nunca consegue ter o orgasmo, o que é muito incômodo tanto para homens quanto para mulheres.

O tratamento da Depressão com medicações ainda precisa conviver com alguns efeitos colaterais, pode ocorrer Disfunção Erétil, Anorgasmia e Redução da Libido – se o paciente tiver qualquer desses sintomas deve contar para o médico.

Não pode ter vergonha, não pode esconder, pois o psiquiatra é o mais capacitado para te ajudar a resolver os efeitos colaterais dos antidepressivos.

Acredite, é muito comum!

Existem estratégias de tratamento para tentar reduzir ou até acabar com essa perda da Libido, Disfunção Erétil e Anorgasmia
Acredite, é uma coisa muito comum!

O tratamento com Exercícios Físicos, Psicoterapia e Estimulação Magnética Transcraniana possuem a vantagem de uma melhora sem qualquer efeito colateral da função sexual.

Qualidade de vida vem do tratamento da Depressão e de efeitos colaterais toleráveis!

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Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/

http://www.ipec.med.br/

Como é a primeira consulta com o médico psiquiatra?

É comum a pessoa evitar a consulta com o psiquiatra por medo de como pode ser a avaliação. “O que ele vai me perguntar?” E se disser que eu “to doida”? “Eu tenho que contar minha vida inteira pra alguém que nem conheço?”

Por isso, ajudar os pacientes a ficarem a vontade na primeira consulta exige muita experiência. Nesse texto você terá uma idéia do que esperar na primeira avaliação.

Primeiro vamos colocar o objetivo da consulta: Identificar sintomas ou doenças de saúde mental e definir uma estratégia para resolver isso, que é o tratamento.

Então o objetivo final é te trazer mais qualidade de vida, para isso você deve estar disposto a ajudar o médico nesse processo. Fornecer informações é o melhor caminho.

O tratamento, não necessariamente vai incluir medicações, pode ser necessária apenas psicoterapia, prática de exercícios físicos, ou tratamentos médicos como a Estimulação Magnética Transcraniana, que não envolvem medicações.

“Por onde começar? Comece pelo começo”

É ideal começar a consulta com o psiquiatra falando claramente por que você decidiu procura-lo, inclusive se não tiver sido você quem decidiu e foi algum parente ou amigo que marcou seu atendimento.

Aqui você fala com suas palavras o que está sentindo ou sentiu que te incomodou tanto. Não tem resposta correta, nem jeito certo de dizer. Se o motivo foi “uma agonia muito grande” ou “uma preguiça que fica o dia inteiro”, pronto, já é um começo.

O psiquiatra vai querer saber há quanto tempo esse problema começou, então tente localizar em que momento da vida que as coisas mudaram. Foi há 2 semanas? Ano Passado? No começou ou no final do ano? Há 10 anos atrás?

Uma dica para lembrar de datas muito no passado é tentar lembrar o que você estava fazendo na época: Foi no fim da faculdade? Depois da primeira gravidez? Quando você trabalhava no último emprego?

Nesse momento, a entrevista – a consulta do psiquiatra é muito próxima de uma entrevista mesmo –  vai variar conforme sua queixa principal. Juntos, você e seu médico, vão tentar identificar outras queixas e outros problemas que não são os principais, mas são igualmente importantes.

O médico deve perguntar sobre detalhes como: Variações de humor; Ansiedade; Capacidade de Concentração; Irritabilidade; Impulssividade; Compulsão alimentar ou perda de apetite; Qualidade do seu sono (Se você tem insônia, ou o sono não é reparador); Como anda sua Libido (vontade de ter relações sexuais);

Se tiver muita coisa pra falar, anote.

Essa é uma técnica que pode ajudar a pessoa se organizar para tirar as dúvidas e não esquecer de alguma queixa que te incomoda. É comum o paciente esquecer de falar algo importante ou um sintoma que atrapalha.

Tratamentos Anteriores

Também é necessário saber as medicações psiquiátricas que você já utilizou. Tente se lembrar bem, porque você pode ter usado antidepressivos com o neurologista ou o cardiologista, por exemplo, pode ter te prescrito Fluoxetina, Diazepam ou Topiramato (todos são medicamentos psiquiátricos).

Qualquer medicação controlada, ou seja, que você não conseguia comprar sem receita médica, pode ser uma informação relevante.

Você pode até fazer uma lista antes da consulta, com o nome das medicações, a dose e por quanto tempo tomou (se você conseguir lembrar). Pode incluir nessa lista medicações fitoterápicas ou homeopáticas que você já utilizou e o motivo de ter feito o uso.

Comente a experiência com essas medicações, quais te ajudaram, quais não tiveram efeito e se causaram efeitos colaterais, como ganho de peso, diminuição da libido, dificuldade de concentração, sonolência, insônia ou qualquer outro desconforto.

Você deve saber todas as medicações que utiliza no momento, inclusive as para pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, etc.

Se tiver dificuldade de saber todas, o que não é fácil para quem usa muitos medicamentos, anote ou leve as caixas e prescrições médicas que você tem guardadas.

A História da sua Família

A história familiar de transtornos psiquiátricos também é muito importante. Nem sempre é fácil falar sobre o assunto, mas se existem casos na família isso ajuda o psiquiatra a fechar melhor o seu diagnóstico.

Então tente se informar sobre quadros como: Depressão, Transtornos de Ansiedade (Síndrome do Pânico, Crises de Ansiedade), Transtorno Bipolar, Depressão Pós-Parto, Alcoolismo, Uso de Drogas, Internações Psiquiátricas, Esquizofrenia ou outra condição.

Nem sempre esses familiares tiveram diagnósticos por um médico psiquiatra, mas pontuar que sua mãe “é muito triste, desde jovem”, que uma tia “falava sozinha” ou que alguém já tentou suicídio já são informações relevantes.

Quem te acompanha

Escolha bem quem você trás para te acompanhar na consulta, se você trouxer. É ideal que o acompanhante seja alguém próximo, que apoie o tratamento e que possa lembrar de informações que você pode esquecer de falar ao médico.

Se o paciente for uma pessoa idosa ou um menor de idade com dificuldade de lembrar dos detalhes mais importantes da história, a consulta vai ser melhor aproveitada com o acompanhante.

Assim como o paciente desenvolve uma relação com o médico, o acompanhante também deve ter confiança no psiquiatra, expor dúvidas e tentar aprender como melhor ajudar no tratamento do ente querido.

Dessa forma o ideal é que o acompanhante seja sempre a mesma pessoa, assim ele consegue lembrar melhor do desenvolvimento do tratamento.

Faça Perguntas

O médico psiquiatra já espera que você faça perguntas, exponha um pouco do seu ponto de vista sobre o que espera do tratamento e o que pensa sobre seu diagnóstico, por exemplo.

Muitas pessoas tem visões religiosas, filosóficas, ou medo de estar sendo atendido por um psiquiatra. Esse é o momento para expor suas considerações. Isso vai ajudar o seu médico a te entender melhor e você aproveitar ao máximo o tratamento.

Efeitos colaterais das medicações são uma preocupação recorrente, “Esse remédio vai me viciar?”, “Vou engordar?”, “A medicação vai atrapalhar no meu trabalho?”, “Tem outra alternativa?”- Não guarde para você, pergunte!

Exponha com clareza suas opiniões sobre o tratamento proposto, se a consulta foi para te ajudar e para melhorar a SUA vida é claro que no final, quem terá a decisão sobre é você mesmo.

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Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Depressão e Estimulação Magnética Transcraniana na Gravidez

O período da gravidez e pós parto são naturalmente estressantes para as mulheres, nesse período o risco de transtornos depressivos e ansiosos aumenta muito, chegando a até 20%, por isso é tão comum conhecermos mulheres grávidas com depressão ou ansiedade. A maioria dos casos são leves e devem ser tratados com psicoterapia ou medidas comportamentais. Outra parcela necessita do uso de medicações, atualmente existem remédios psiquiátricos considerados seguros e com boa eficácia, podendo ajudar as mães gestantes com esse quadro.

Um quadro depressivo não tratado durante a gestão se associa a desfechos negativos para mãe e para o bebê. Aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, dificuldade de amamentação e depressão pós parto. Também existe risco aumentado de má formações, independente do uso ou não de medicações.

A Depressão não tratada é um fator de risco que, sozinho, aumenta a chance de má formações na criança.

O grande problema é que as medicações atravessam a barreira placentária, em menor ou maior grau. Os antidepressivos mais usados, como a Fluoxetina, por exemplo, não parecem aumentar o risco de má formações, sendo controversos os achados relativos à dificuldade respiratória, baixo peso ao nascer, partos prematuros ou dificuldade de amamentação do recém nascido.

Apesar da reafirmada segurança de antidepressivos, o uso das medicações psiquiátricas ainda é causa de angústia nas futuras mães e futuros pais.

Nesse sentido a Estimulação Magnética Transcraniana é uma alternativa segura para uso durante a gravidez, registros de má formações associadas, uma vez que não existe a passagem de medicações pela placenta, pois a técnica é totalmente baseada em um estímulo localizado no cérebro da mãe com depressão.

Não há necessidade de sedação ou exposição à anestésicos.

Ao redor do mundo mulheres grávidas tem utilizado a Estimulação Magnética Transcraniana com ótimas respostas e registros cada vez mais robustos da segurança do método.

A melhora da depressão por um tratamento médico não baseado em medicações já é uma realidade na psiquiatria moderna.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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