Afinal, o que faz o Psiquiatra?

Muito mais que “médico de doido”, o psiquiatra atua nas alterações de humor, como tristeza e irritabilidade, do comportamento, como a impulsividade, e dos pensamentos.

Dr. Manoel Vicente  - Psiquiatra em Cuiabá

A psiquiatria ganhou essa fama, de tratar apenas pessoas com alterações graves, com quadros incapacitantes, porque por muito tempo esse era realmente o público atendido pela especialidade.

Quem tivesse situações mais leves e moderadas tinha poucas alternativas a não ser aprender a conviver com os sintomas e sofrimento durante grande parte da vida. As medicações tinham efeitos colaterais importantes, como ganho de peso e sonolência.

Desse retrato do passado, veio a imagem que alguns ainda tem do médico psiquiatra.

Da década de 90 para cá, a ciência evoluiu, a especialidade cresceu, a compreensão do ser humano só aumentou.

O tratamento com o psiquiatra não é mais sinônimo de “ficar dopado o dia inteiro”, de ganho de peso, nem de piora de qualidade de vida. Da mesma forma, o tratamento não é mais para quem está “no fundo do poço”, com depressão grave, esquizofrenia ou doenças que precisam de internação.

Não só as medicações ficaram mais modernas, aumentaram as abordagens de terapia, e surgiram tratamentos não medicamentosos, como a Estimulação Magnética Transcraniana.

Entendemos que alterações no estilo de vida, com prática de exercícios, meditação e espiritualidade podem ser transformadoras.

Isso mudou tudo. Agora o Psiquiatra deve ser visto como o médico de quem quer se sentir bem, de quem sabe que não merece conviver com sofrimento diário, de quem não está se sentindo no controle da própria vida. Você pode estar com um problema passível de melhora.

Se a sua preocupação são os efeitos colaterais, então fale sobre isso. Não quer ficar dependente de medicação? Questione o profissional. A consulta é o momento de falar e ser ouvido sem julgamentos.

Antes de tratar sintomas da mente, nós lidamos com gente. Não tenha medo, procure atendimento, o vínculo que você vai desenvolver pode iniciar uma nova fase da sua vida.

Depressão tem Tratamento!

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Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Dismorfismo digital, fuja dessa armadilha

A forma como vemos os outros influencia nossa própria auto imagem e estima. Não dá de negar, nós nos comparamos.

Se as pessoas estão cada vez mais nas redes sociais, progressivamente, selfies, stories e postagens diárias estão moldando como você se vê.

Quando alguém se foca ou amplifica supostos defeitos físicos, dizemos que existe um dismorfismo corporal.

The 'ugly truth' about Body Dysmorphic Disorder - BBC News

Sempre se enxerga acima do peso, com um nariz muito grande ou uma boca muito pequena, por exemplo.

O fluxo de homens e mulheres que buscam o alívio dessa angústia nos consultórios de estética, estaria muito melhor atendida nos divãs da psicologia.

O transtorno dismórfico corporal é, na verdade, uma grande contra indicação para cirurgias plásticas. 

Se antes todos queriam se parecer com a celebridade que tinha a foto editada na revista, hoje cresce a busca por ser sua própria versão editada em um aplicativo ou ficar igual ao influenciador de corpo digitalizado.

São metas irreais de perfeição e o único resultado possível é a frustração. 

Desde que os filmes fotográficos ficaram no passado, repetir a mesma foto cinco, dez ou vinte vezes faz parte do ritual que antecede uma postagem.

Apenas uma será usada e galerias inteiras de retratos secretamente imperfeitos nunca serão vistas.

Pela selfie postável, usamos filtros e editores, retocando detalhes, e se tornando virtualmente outra pessoa, essa que merece ser compartilhada. 

Pin on Best of Dazed Fashion

Com todo mundo fazendo isso ao mesmo tempo, consumir um feed de atualizações é como passear entre vitrines bem montadas, manequins posicionados, cada peça escolhida a dedo para atrair e se vender.

Nos reflexos dessa vitrine você se vê, mas esse vidro te distorce. Uma lupa focada na falha, que não valoriza seus melhores ângulos e a iluminação não te favorece. 

O impacto desse processo de interação social mediada por algoritmos é perturbador. Na minha adolescência cheia de espinhas, agradeço por não ter tantas câmeras.  

Além da distorção da imagem física, existe a distorção do próprio estilo de vida.

O processo de esconder o feio de baixo do tapete e mostrar apenas o ponto alto de uma viagem, o luxo, o invejável faz a vida de qualquer um parecer sem graça demais. 

What is FOMO - FOMO in eCommerce Marketing – Mageplaza

Ficar em casa é entediante, cumprir obrigações frustrante, e se nada de compartilhável acontece na vida cotidiana é como se você nem estivesse vivendo.

É tédio por comparação. 

Esse é o dismorfismo digital, ele cria expectativas irreais, metas inatingíveis e mina a auto estima de jovens e adultos.

Ele é o efeito colateral de uma dose muito alta de Internet. 

Entenda a vida perfeita divulgada em uma rede social como o produto de uma lapidação, é aquilo que querem que você veja.

É a ponta de um iceberg, em que existem muitas camadas bem mais profundas que ficam lá, submersas. 

Aproveitando o nosso distanciamento forçado, se aproxime mais de si próprio e fuja dessa armadilha.

Aquela beleza padronizada não pode te definir, não meça seu progresso com a régua de outra pessoa e lembre que as melhores coisas da vida não cabem em uma postagem.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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“2ª onda traz de volta memórias traumáticas, tudo de uma vez”

Manoel Vicente explica as consequências do repique da pandemia no psicológico das pessoas

REPRODUÇÃO DE ENTREVISTA AO MIDIANEWS

https://www.midianews.com.br/cotidiano/2-onda-traz-de-volta-memorias-traumaticas-tudo-de-uma-vez/394796

Toque de recolher, “lockdown”, isolamento em casa, recorde de mortes. Termos que muitos acreditavam ter ficado em 2020 voltaram com força ainda maior em 2021.

Essa repetição fez com que muitas pessoas entrassem em um ciclo de ansiedade e angústia por terem que reviver as memórias da primeira onda da pandemia.

“O nosso corpo armazena as memórias traumáticas de um jeito diferente. Elas ficam profundas, mas voltam à tona e trazem toda a carga emocional, de medo, de angústia do evento inicial. É como se você estivesse revendo o mesmo filme várias e várias vezes.”, afirma.


O psiquiatra Manoel Vicente fala sobre gatilhos e enfrentar a realidade

Além de falar sobre os gatilhos da segunda onda, o profissional também fala sobre o medo da ruína financeira, que muitas vezes é maior do que adoecer.

Confira a entrevista na íntegra:

MidiaNews – O senhor escreveu recentemente um artigo sobre gatilhos gerados pela Covid-19. Como esses gatilhos são acionados? Como eles agem na mente?

Manoel Vicente de Barros – O que eu reparei com meus amigos e familiares foi que todos estavam entrando no mesmo turbilhão emocional da primeira onda do início da pandemia. Foi um momento muito difícil para todos, para mim e para qualquer pessoa, mesmo aquelas que tinham um grande equilíbrio emocional, todas ficaram afetadas.

E de repente eu tenho notado que a população tem ficado ansiosa, até sentindo sintomas físicos de ansiedade como batedeira no peito, frio na barriga, falta de ar, sentindo com toda a força tudo que significou o início da pandemia. Isso é o gatilho. É um evento, uma lembrança, uma frase ou qualquer estímulo externo que nos remete a um trauma anterior.

E eu percebi que falar de lockdown, de UTIs lotadas trazia e carregava as mesmas reações que aconteceram no começo. O nosso corpo armazena as memórias traumáticas de um jeito diferente. Elas ficam profundas, mas voltam à tona e trazem toda a carga emocional, de medo, de angústia do evento inicial. É como se você estivesse revendo o mesmo filme várias e várias vezes.

MidiaNews – De que forma a segunda onda pode afetar o psicológico da população?

Manoel Vicente de Barros – A segunda onda afeta de forma diferente da primeira porque ela traz essa sensação de que está tudo acontecendo do mesmo jeito. No ultimo ano, cada pessoa tem uma história de drama diferente, dentro de casa, com sua própria saúde de um adoecimento grave ou o próprio sofrimento de observar o número crescente de mortes, de adoecidos, de pessoas com sequelas. A segunda onda traz toda essas memórias traumáticas para o presente e você revive com muita intensidade, porque vem tudo de uma vez.

Na prática isso deixa as pessoas paralisadas, sem saber o que fazer e meio que dominadas por esse medo. Outras podem ir para um outro caminho e passar a entregar os pontos, falar que se é para ficar assim, melhor não seguir mais nenhuma medida de proteção necessária e que vai voltar à vida normal porque não está adiantando nada fazer lockdown.

De um lado as pessoas ficam dominadas pelo medo e do outro elas passam a negar o problema e entrar em um comportamento que só piora a situação. Ser dominado pelo medo e pela ansiedade é muito ruim, mas deixar de seguir as medidas de proteção porque você está cansado do problema, não vai resolver. Só vai nos jogar em uma espiral de números progressivamente maiores, de agravos, de mais sequelas e de mais adoecimento. Então, nenhuma das duas posições ajuda.

Victor Ostetti/MidiaNews

Dr Manoel Vicente de Barros

O profissional afirma que é importante olhar para as conquistas que já aconteceram, como a vacina

MidiaNews – Como fazer para que todas aquelas sensações ruins da primeira onda não voltem com força?

Manoel Vicente de Barros – A melhor forma é se ancorar nas mudanças positivas que tivemos nesses últimos dez meses, e elas não foram poucas. No início da pandemia ninguém sabia se iria existir uma vacina, tinha uma expectativa de 5, 10 anos até uma vacina estar disponível. Hoje o nosso problema é produção e distribuição. Mas mais de 7 milhões de pessoas – incluindo os profissionais de saúde que estarão nos hospitais trabalhando, muito mais saudáveis, muito mais seguros e, portanto, espalhando menos o vírus – já foram vacinadas. Os idosos mais frágeis também já estão tendo acesso à vacina, que é muito diferente de como a história começou.

Os médicos entenderam muito melhor como cuidar da doença. Então hoje a eficiência do tratamento é muito melhor do que no início da pandemia.

MidiaNews – O que o senhor tem percebido de sua vivência no consultório neste um ano de pandemia?

Manoel Vicente de Barros – O que eu e outros psiquiatras observamos é que várias pessoas que nunca precisaram da saúde mental vieram até o consultório. Pessoas que sempre lidaram com estresse do dia a dia fazendo exercício físico, encontrando amigos, vendo a família ou viajando, de repente foram privados de todos esses escapes pro estresse tradicional.

Além disso, a pandemia ainda colocou o medo a insegurança do futuro da própria vida, dos familiares e do futuro financeiro das pessoas. Isso acaba tornando qualquer um, por mais estável, equilibrado, por mais centrado que seja, suscetível a um transtorno de ansiedade, a um transtorno depressivo ou a uma alteração simples do sono.

E esse primeiro contato das pessoas com a saúde mental, entendo que até diminuiu o preconceito, as barreiras que antes existiam e elas passaram a perceber, de forma geral, que qualquer um, se for colocado em determinada situação, pode se sentir mal, desenvolver um transtorno de ansiedade e pode precisar de ajuda.

MidiaNews – A crise financeira também afeta o emocional. O que tem sido mais complicado, o medo de adoecer ou o de empobrecer?

As sociedades que passaram por esses traumas conseguem se reerguer com muito mais união e força. Um drama que é vivido coletivamente acaba aproximando pessoas que nunca se aproximariam em outras situações.

Manoel Vicente de Barros – Talvez o medo da ruína financeira seja mais generalizado do que o medo de adoecer. Eu observo que muitas pessoas não têm medo de adoecer, elas sabem que a taxa de mortalidade é baixa e entendem que a maioria de nós vamos ter contato com o vírus e após algum tempo vamos ficar bem.

A crise financeira, no entanto, atinge todo mundo até quem está trabalhando e tem uma renda garantida. Mas a preocupação financeira tem sido diferente, porque ela desperta a raiva. Os comerciantes atingidos pelas medidas restritivas ficam com raiva de serem proibidos de trabalhar, os funcionários ficam com raiva de não poderem ter o salário garantido no final do mês e as pessoas que querem que a doença vá embora logo, ficam com raiva de que medidas mais drásticas não foram tomadas mais cedo e por mais tempo. É raiva dos dois lados.

MidiaNews – Qual a melhor forma de lidar com a perda de familiares e pessoas próximas?

Manoel Vicente de Barros  Existe a perda dos que faleceram, sem dúvida a mais dolorosa, e também existe a perda do contato, de ver, do toque do abraço. As duas são muitos sentidas. Netos estão sem ver os seus avós há muitos meses e isso também é um tipo de perda familiar.

Não existe forma certa de lidar com o luto, porque ele é único para cada pessoa e em cada momento de vida. Sem dúvida vai marcar. Aqueles que foram nunca serão esquecidos, é uma ferida que sempre sangra, a pessoa sofre agora e depois de alguns anos, quando se lembrar, ainda vai ser doloroso. O luto é o outro lado do amor, só faz falta quem te marcou, e quem te fazia bem, por isso dói tanto.

Cada pessoa precisa ter o seu mecanismo, a sua jornada de como encarar isso. Você pode se apoiar nos seus familiares, nos amigos, na religião. Um profissional de saúde mental só é necessário quando o luto interrompe a vida de alguém e essa pessoa não consegue mais se reerguer e retomar a sua vida. Nesse momento a saúde mental pode ajudar, mas o luto faz parte da vida humana.

MidiaNews – É possível que a pandemia deixe trauma psicológico na população? Se sim, quais?

Manoel Vicente de Barros – Com certeza haverá traumas. Como em qualquer situação de catástrofe, como um acidente ambiental, uma guerra ou uma pandemia, sempre ficarão marcas, mas vamos precisar superar.

Mas as sociedades que passaram por esses traumas conseguem se reerguer com muito mais união e força. Um drama que é vivido coletivamente acaba aproximando pessoas que nunca se aproximariam em outras situações. E isso acaba trazendo perspectivas novas dos valores da vida, o que é importante, o que tem que ser vivido agora e o que não pode ficar para depois.

Então, apesar do trauma como algo negativo, ele também deve nos fazer repensar a forma como vivemos, a velocidade em que as coisas estão, a sustentabilidade do nosso estilo de vida. Depois dessa pandemia, o mundo está mais preparado para lidar com novas adversidades.

MidiaNews – Qual a melhor forma de encarar e viver a realidade que temos agora?

Manoel Vicente de Barros – A melhor forma é fazer a sua parte para o dia de hoje. É você fazer o seu isolamento, as suas medidas de higiene pensando no agora. É impossível prever onde estaremos no mês que vem, como estarão as condições da doença e financeira. Então não faz sentido você sofrer agora o que vai acontecer no mês que vem.

Existe a oração da serenidade, que é muito usada em grupos de saúde mental, em que se busca a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que for possível e a sabedoria para discernir entre as duas coisas.

Você só tem controle pelo que você faz, então siga as medidas de segurança, fique em casa se puder e se cuide, porque isso é o máximo que somos capazes de fazer.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Para ajudar, ações falam mais que palavras

O bom exemplo é poderoso e irresistível.

Argumentar, escolher palavras, insistir nem sempre é suficiente para convencer.

Até onde você está disposto a ir por quem você ama?

A dúvida mais recorrente na saúde mental não é a respeito de medicações ou diagnósticos, o que pais, mães e filhos querem saber é como efetivamente ajudar seu familiar em sofrimento. 

Cartaz brilhante proteção familiar com crianças. | Vetor Premium

Se convencer de um diagnóstico é difícil, de um tratamento, mais ainda. Por isso o abandono da terapia é a regra e as recaídas que se seguem, inevitáveis.

A angústia de tantos familiares é justamente como persuadir essa pessoa a seguir orientações, marcar a consulta e usar um medicamento. 

Me procuram na expectativa de um manual, dicas de quais palavras usar.

Se essa receita estivesse pronta, tenha certeza que eu compartilharia. Ela simplesmente não existe. 

Minha resposta frustra expectativas, mas pode ser um exercício de empatia instantânea. Se você quer que seu ente querido faça o tratamento, esteja você disposto a fazer o seu. 

Eu? Eu não! Quem tem problema não sou eu. 

How to Say NO! 2 Leadership Techniques to be More Assertive

É fácil entender a negação quando o paciente é você.

Todas as condições em saúde mental sofrem alguma influência genética, se sua filha tem depressão recorrente, transtorno bipolar ou síndrome do pânico, é não só possível, como provável que você também tenha tido alguma manifestação dessas condições ao longo da vida.

O fato de ela estar mais grave e precisando de maior atenção no momento, não te torna imune a suas predisposições. 

O momento mais catártico de um primeiro atendimento é fazer a lista de familiares biológicos que tiveram ou podem ter tido algum diagnóstico em saúde mental.

Informações vão surgindo e conforme a lista de familiares irritados, melancólicos, explosivos, com problemas com álcool ou crises de nervos vai se preenchendo é enxergado o contexto.

Muitos nunca foram diagnosticados, afinal isso é privilégio de quem se colocou na situação de paciente, se a pessoa nunca pisou em um consultório, não significa que ela não precisava ter pisado.

A situação fica contextualizada na história da família.

Existe um enredo transgeracional em todo adoecimento. Guiado por genes, mas tantas vezes reforçado pela herança não biológica de hábitos e valores.

Quando a pessoa se senta na frente de um psiquiatra ou psicólogo, a sensação de ser a ovelha negra, a exceção, o problemático, a louca emerge naturalmente, e o abandono do tratamento é uma negação desses rótulos.

Não existe argumentação forte o suficiente se a família também mantém esse estigma.

O familiar que se dispõe a ser atendido e avaliado por um profissional da saúde mental e adota hábitos saudáveis está naturalizando o tratamento e diminuindo a carga moral agregada.

Deixa tudo mais leve.

Aquele que nega qualquer abordagem, está implicitamente declarando que o problema existe exclusivamente no outro e repete, ele próprio, o comportamento de negar ajuda. 

Anglické idiomy – od N po Y - Anglictinarychlo.sk

O fardo pesa quando apenas um carrega.

Admitir a tendência familiar não é aceitar uma condenação, é autoconhecimento, uma dose de realismo. Reconhecer predisposições em saúde permite prevenir adoecimentos futuros. 

Premium Vector | Son on his father shoulders

Para mudar o comportamento do outro, mude o seu primeiro. Se entregue com ações e haja exatamente da forma como gostaria que essa pessoa agisse.

Você vai ganhar pelo exemplo e não pelas palavras.

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Os gatilhos da segunda onda 

Situações traumáticas marcam.

Medo, batedeira no peito, falta de ar, frio na barriga. Doeu, mas passou.

Nosso cérebro armazena essas memórias nas camadas mais profundas e elas podem emergir à superfície trazendo todo o borbulhar de sensações e angústia do sofrimento original.

Uma palavra, um cheiro, uma notícia pode ser o gatilho para reviver aquele evento e todas as sensações associadas.

Trigger Vector Art & Graphics | freevector.com

Uma vez que o gatilho é disparado, é difícil interromper o que se segue, o processo ganha vida própria.

Esse mês estudos apontaram que o COVID 19 pode ter efeito direto sobre o cérebro dos infectados, mas muito além da invasão ao tecido nervoso, parece que ele penetrou fundo em nosso emocional e gerou memórias traumáticas. 

E os gatilhos estão aparecendo: poucos leitos, lockdown, nova onda, e o turbilhão emocional do primeiro susto também ameaça voltar. 

Quando pensamos no vírus, emerge o medo, a incerteza, o temor pelos entes queridos e a insegurança financeira.

Também pode emergir a raiva dos que não se isolaram ou da obrigação ao isolamento. Entrar nessa estressa ainda mais sua saúde mental.

Se focar ao máximo em informações realistas do presente te ajuda a interromper o fluxo emocional negativo.  É se beliscar para acordar. 

Trigger to Target Facebook Singapore Illustration... — Papier Blanc

Quem se fixa no presente não se entrega a memórias ou confabulações de um futuro catastrófico. Usa como referência apenas o que realmente está acontecendo.

Então vamos aos fatos, efetivamente existe uma pandemia. Um vírus não pode infectar menos pessoas, sempre serão mais, os números vão subir, querendo ou não. Podemos tentar diminuir a velocidade e só.

Países ricos europeus e nossos vizinhos latinos não foram capazes de prevenir uma triste segunda onda, então era certo que ela nos atingiria também. 

É importante ter em mente que estamos muito mais preparados.

Médicos tiveram tempo de aprender sobre o manejo da doença, a melhor hora de prescrever o remédio certo, o uso de oxigênio e prevenção de tromboses. 

Os estabelecimentos estão adaptados, com mais higiene, distanciamento, máscaras são realmente vistas em qualquer lugar. 

Sim, bares estão cheios, pessoas sem proteção ainda estão por aí, mas a maioria está fazendo o que é possível. No começo da pandemia a orientação era de máscaras apenas para os doentes, então certamente avançamos.

Um lockdown é questão de tempo, pois os números justificam, mas deve ser menos duradouro que o primeiro e não seremos privados de espaços abertos.

Empresas se modernizaram, a telemedicina avançou, consumidores estão mais à vontade na Internet e nos aplicativos.

É indiscutível que estamos mais próximos da imunidade coletiva do que 10 meses atrás.

Vários foram contaminados e já tem anticorpos que conferem proteção, não absoluta, mas significativa. Profissionais de saúde e idosos mais frágeis estão sendo imunizados.

Nossos eus da primeira onda invejariam essas vantagens, o você de hoje precisa ter clareza delas. Dominado por gatilhos, não existe clareza.

Stuff To Blow Your Mind | Best Science Podcast | Abakcus

Devemos seguir com serenidade para aceitar o que não se pode mudar, coragem para enfrentar essa segunda onda e não perder de vista o que já conquistamos.

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O Melhor Remédio para Emagrecer

Dieta milagrosa é coisa do passado, a febre do emagrecimento rápido e a qualquer custo são os apelidados “remédios para emagrecer”, se as pessoas tivessem ideia em que estão se metendo, pensariam duas vezes.

Prozac indignation | Salon.com

Poucos imaginam como uma  substância é classificada dentro de uma classe farmacológica.

Antes das medicações, já existiam os remédios.

Ao observar que quem bebia determinado chá tinha alívio para cólicas menstruais, se concluía que aquela erva deveria ser um bom remédio para essa aflição mensal. Assim se tinha um remédio.

Com os medicamentos, que são padronizados e regulados por agências rígidas, essa experimentação e observação continuou acontecendo.

A Psiquiatria foi revolucionada, quando perceberam que a Clorpromazina, inicialmente estudada como anestésico, reduzia sintomas psicóticos em pacientes esquizofrênicos. Pronto, assim nasceu o primeiro antipsicótico.

Da mesma forma, um antidepressivo, um hormônio de tireóide ou uma anfetamina, que eventualmente fazem algumas pessoas perderem peso passam a ser propagandeados como “para emagrecer”.

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Eles nunca foram desenvolvidos para isso.

Substâncias também não são mini robôs teleguiados para resolver exatamente o que você deseja. Se você tem uma dor no dedão, o analgésico não percorre o caminho da boca ao pé, ele vai se espalhar pelo corpo inteiro e, por onde passa, pode levar a efeitos colaterais imprevisíveis.

A Locarserina é um exemplo real que ainda pode ser encontrado por aí. Parecia perfeita, apenas inibia a fome e nada mais. Inicialmente aprovada para tratar obesidade, teve sua venda interrompida por aumentar a incidência de câncer.

Um risco benefício inaceitável, mas que não impede quem ainda busca medicamentos sem prescrição médica.

Antidepressivos e estimulantes agem no seu órgão mais nobre, de longe o mais importante, o cérebro.

Eles não vão simplesmente diminuir a sua fome, vários neurônios, que não tem nada a ver com modulação de apetite serão atingidos. Piora do sono, irritabilidade, redução da libido e até compulsão alimentar podem acontecer.

Descartando os riscos ocultos, aqueles efeitos colaterais que desconhecemos, como aumentar risco de câncer ou infartos cardíacos, existem todos os efeitos colaterais que via de regra, não são informados por quem vende um dito emagrecedor.

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Além das prateleiras das farmácias, estão as lojas virtuais e de suplementos alimentares, uma terra de ninguém.

Sem regulação rígida ou necessidade de prescrição médica, quem compra se orienta pela propaganda e nem imagina o que está tomando ou o que isso causa.

A busca desesperada por resultados rápidos, a confiança em um rótulo enganador e a falta de orientação não só gera resultados pífios, de curto prazo, como expõe a riscos absolutamente desnecessários.

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Sacrificar sua saúde por estética é o ápice da inversão de valores. 

O melhor remédio para emagrecer continua na sabedoria antiga, que existia muito antes das propagandas, dos rótulos e dos doutores de emagrecimento: dieta balanceada e exercício físico, experimente, são milagrosos.

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Sobre nossa mente descontínua

Presa ou predador. Seguro ou perigoso. Bom ou Mau.  

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Evoluímos sem tempo para pensar, era preciso classificar, de forma automática, rápida, simples.

Decisões em um piscar de olhos.

Você está aqui porque seu ancestral não filosofou antes de correr de uma onça.

Se ao invés de fugir ele refletisse sobre os diversos fatores envolvidos no temperamento daquele felino específico e tentasse calcular o grau de fome que ela sentia naquela tarde, ele seria o lanche do dia. 

Um local só podia ser seguro ou perigoso, outro homem era aliado ou inimigo, o meio termo mais ajudava que atrapalhava.

Estamos programados para pensar em termos absolutos, relativizar custa demasiado tempo e energia.

Tudo é isso ou aquilo, preto ou branco, sim ou não, mas a realidade não funciona assim.

O biólogo evolucionista Richard Dawkins chamou esse fenômeno de mente descontínua.

É muito abstrato enxergar o cinza, o impreciso, as etapas sutis e gradativas que transformam um neanthertalis  em um sapiens. 

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Apesar de buscarmos, não existem linhas divisórias claras em diversos aspectos do universo.

Existem gradientes contínuos, entre um ponto e outro.

A natureza odeia uma fronteira precisa, nós amamos. 

Tentar encontrar linhas divisórias o tempo todo atrapalha o entendimento de fenômenos complexos, como genética, medicina, política ou economia.

Cheios de nuances, poréns, senãos e talvezes.

Philosophy - Free user icons

Momentos de privação ou medo, como a pandemia atual, acionam esse raciocínio simplista, límbico e emotivo.

Esse remédio é bom para tratar COVID?

Usar máscara protege contra a infecção?

Essa vacina garante que não vou adoecer?

Posso ficar totalmente despreocupado para o próximo Carnaval?

Quem faz essas perguntas não está buscando a resposta mais precisa, pois ela necessariamente será imprecisa.

O que se busca é certeza, segurança, o amparo de uma resposta exata.

P is for Philosopher by Samuel Markiewicz on Dribbble

Honestidade científica sempre mantém uma margem de erro, espaço para dúvida. Situações intermediárias que só podem ser estimadas.

Por isso as fake news não partem dos ponderados.

Os predadores estão cheios de certeza, o que a ciência séria tem dificuldade em fornecer.  Se não fugir, eles te devoram.

Ouvir lados opostos, considerar informações conflitantes, refletir e pesar riscos e benefícios é o pensamento humano democrático, refinado e evoluído.

A mente descontínua é tirana, grosseira e assustada.

Como médicos, somos alvos dessas inquisições, ter certeza sobre o novo remédio, a nova técnica, o novo diagnóstico.

O tempo de recuperação, o tempo de vida, o tempo de efeito. 

Algumas coisas são mais seguras que outras, aquelas têm riscos diferentes, nada é perfeito, nem absolutamente seguro. 

Aceite o impreciso.

É desconfortável, mas é o único caminho para sermos algo além de bichos assustados, presas fáceis.

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Matéria Bem Estar sobre Estimulação Magnética Transcraniana

Matéria do Bem Estar sobre a Estimulação Magnética Transcraniana, tratamento contra a Depressão sem efeitos colaterais das quimicas medicamentosas.

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Estimulação Magnética Transcraniana – Depoimento

Matéria de grande interesse a todos que sofrem de Depressão sobre a Estimulação Magnética Transcraniana, com depoimentos de pacientes que já passaram pelo procedimento.

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A armadilha do perfeccionismo 


Quer que um projeto de vida nunca aconteça? tente faze-lo de forma perfeita.

Perfeccionismo é aquele defeito que até parece qualidade, ótimo para ser mencionado em entrevistas de emprego e a justificativa para tudo que nunca começou.

Uma armadilha ao seu potencial. 

Sempre que um paciente se incomoda sobre estar procrastinando planos de sua vida, ao contrário de uma esperada falta de iniciativa e energia, o que encontro é a busca pela perfeição.

Se não for para ficar perfeito, melhor nem fazer. E nunca será feito.

A brilhante escritora Brené Brown, cujos livros recomendo, interpreta o perfeccionismo como um escudo, uma tentativa de se proteger contra a vergonha e julgamento alheio e de si próprio.

No núcleo do perfeccionista não existe o esforço pela excelência, existe o medo de exposição.

No fim, o perfeccionismo é um movimento defensivo.

Acumuladores de responsabilidades no trabalho e estudantes ansiosos com as notas bimestrais.

Na busca pela meta inatingível, em que todos os desfechos sejam planejados e que fatores aleatórios estejam sob controle, só se encontra frustração, esgotamento e autopunição.

A Síndrome de Burnout, que recentemente foi promovida à categoria de diagnóstico médico, é basicamente a estafa, o esgotamento pelo trabalho. Assim como o consumo excessivo de açúcar leva ao diabetes, a busca exagerada por ser perfeito, leva ao Burnout. 

O guia do crescimento pessoal é a pergunta constante “Como posso melhorar?”.

Quando uma atividade é orientada à performance, avaliação e notas, muda-se o foco para “O que eles vão pensar?”.

A pessoa deixa de ter valor por si própria e passa a ter o valor determinado pelo o que realiza e quão bem o faz.

Esse é o perfeccionista que você conhece, que francamente, todos somos em algum grau.

Existe o outro perfeccionista, que infelizmente, você talvez nunca tenha ouvido falar. 

Ideias que nunca foram ditas em voz alta e livros que nunca foram escritos, quem se convenceu que a execução de qualquer projeto deve ser impecável, termina nunca seguindo suas inspirações.

As idéias mirabolantes, mas potencialmente transformadoras, nunca saem do papel.

O escudo do perfeccionismo mata a capacidade de ousar, de fazer diferente, e com isso todos perdemos.

Lamento especialmente pelos artistas que nunca conhecemos.

Experimentar uma avaliação negativa, e ela ressoa bem mais forte que as positivas, não é fruto de não ter sido falho, imperfeito ou insuficiente. É fruto de estar fazendo algo inovador, de se expor, de se permitir ouvir a opinião alheia. 

A ida do homem à Lua não inspira pela perfeição, é pela ousadia.

Os encontros que transformaram sua vida não foram planejados.

A maior oportunidade de negócio surgiu fora da linha reta.

As conversas mais significativas só acontecem quando se mostra falhas e vulnerabilidades.

Perfeccionismo é um raciocínio emocionalmente autodestrutivo, que nunca moveu o mundo e não é fonte de satisfação pessoal.

Recepcione a imperfeição alheia, critique menos quem falhou, elogie a inovação, por menor que seja.

Quando ver alguém caindo, sorria e compartilhe a história da sua queda. 

Melhor feito do que não feito.

Delegue aquilo que te sobrecarrega, menos foco na nota e mais importância ao seu crescimento pessoal.

Ouse ser diferente e inovar.

Sua imperfeição é inspiradora.

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

https://www.ipec.med.br/

https://www.instagram.com/dr.manoelvicente/

A Intenção por trás do Ódio

Um grande mestre da psicanálise me contou: Quando Pedro me fala de João, sei mais de Pedro do que de João.

Existem camadas e intenções nas entrelinhas dos jurados do tribunal da Internet.

Falas e ações públicas são um prisma, com superfícies lapidadas e arestas esmeradas, feitas para serem vistas, mas com luz e no ângulo certo, você enxerga o que está escondido e o branco se revela cheio de cores.

As opiniões cruas e francas não são expostas ao sol, às vezes elas estão fora de moda e opacas. 

O discurso de ódio, o ódio do bem, o ódio justiceiro, “apenas contra quem merece” é a camuflagem perfeita para quem quer se vender como desconstruído, moderno e livre de preconceitos.

É a sinalização de virtudes que não podem ser vangloriadas em voz alta. 

Soa soberbo e sem sal gritar, “Eu sou tolerante, respeito a todos!”, “Eu nunca ofendo ninguém!”, “Olhem pra mim, eu sou uma ótima pessoa!”.

Não cai bem, e de que adianta mencionar que você está só fazendo sua obrigação? 

Algumas pitadas de ódio justiceiro melhoram o sabor dessas afirmações.

Ao declarar o alvo de um cancelamento digital, você se posiciona do lado oposto ao “cidadão de mal” que, sabendo ou não, falou ou fez o que você julga errado.

Antagonismo simples, que nosso cérebro bípede assimila sem raciocinar. Censurando ao outro, eu me promovo.

Pessoas que nunca se comprometeram em determinadas pautas identitárias, como o combate à xenofobia ou racismo, se tornam engajadas do dia para noite.

Nunca aplicaram o que brandam na vida pessoal, nunca abriram um livro sobre o assunto e se tornaram referências.

Não tem diploma, mas tem o selo da lacração.

Monetizam em cima disso, ganham dinheiro pelas suas curtidas e constroem uma marca pessoal.

Empresas também surfam nessa onda, da fabricantes de cerveja ao seu banco, todos querem uma lasca do ódio do momento.

Notas de repúdio, selos de luta na foto de perfil, um trocadilho espinhoso.

De forma arquitetada, você passa a enxergar aquela marca com mais valores e princípios e se identifica.

Nunca promoveram a contratação dos grupos que você defende, jamais repensam a cultura corporativa que gera desigualdade e esgotamento em seus funcionários, mas estão ali, do seu lado contra o inimigo em comum.

Aplique esse mesmo olhar aos seus políticos mais adorados. Pois é. 

Isso era inevitável às relações digitais, que carecem da espontaneidade da vida offline, e é justamente isso que a cultura do cancelamento está matando.

Se é proibido errar, é perigoso ser autêntico.

Escolha as palavras, suprima opiniões, se você ainda não está alinhado, melhor ficar em silêncio. 

Respeito e apoio diversos movimentos importantes que nos fizeram avançar socialmente, sem eles não estaria aqui.

Que continuem, que brandem, mas exponham atitudes reprováveis de uma forma construtiva e estratégica.

Desconstruir tem menos efeito prático que ir lá e fazer o bem. 

A crítica eterna, a exclusão, a porrada verbal gera antipatia, afasta os que não conhecem o que você defende.

Quem só ataca, não defende nada. 

Antes da emoção subir à cabeça, se indignar, pense, qual a intenção de quem está compartilhando isso? Eu conheço ações efetivas dessa marca ou pessoa que promovam o que acredito?

A adrenalina da revolução pelo celular contagia, é viciante e eles sabem disso. 

Para fugir desse ciclo de forma prática, para cada comentário negativo que fizer, escreva dois elogiando boas ações, digitais ou não.

Promova duas vezes mais o seu pensamento do que o oposto.

A gratidão vai repercutir menos que a crítica, mas vale a pena. 

E se tiver dificuldade de encontrar o dobro de ações louváveis do que reprováveis, diminua as postagens de ódio ou faça você mesmo algo que valha a pena ser compartilhado. 


Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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