Afinal, o que faz o Psiquiatra?

Muito mais que “médico de doido”, o psiquiatra atua nas alterações de humor, como tristeza e irritabilidade, do comportamento, como a impulsividade, e dos pensamentos.

Dr. Manoel Vicente  - Psiquiatra em Cuiabá

A psiquiatria ganhou essa fama, de tratar apenas pessoas com alterações graves, com quadros incapacitantes, porque por muito tempo esse era realmente o público atendido pela especialidade.

Quem tivesse situações mais leves e moderadas tinha poucas alternativas a não ser aprender a conviver com os sintomas e sofrimento durante grande parte da vida. As medicações tinham efeitos colaterais importantes, como ganho de peso e sonolência.

Desse retrato do passado, veio a imagem que alguns ainda tem do médico psiquiatra.

Da década de 90 para cá, a ciência evoluiu, a especialidade cresceu, a compreensão do ser humano só aumentou.

O tratamento com o psiquiatra não é mais sinônimo de “ficar dopado o dia inteiro”, de ganho de peso, nem de piora de qualidade de vida. Da mesma forma, o tratamento não é mais para quem está “no fundo do poço”, com depressão grave, esquizofrenia ou doenças que precisam de internação.

Não só as medicações ficaram mais modernas, aumentaram as abordagens de terapia, e surgiram tratamentos não medicamentosos, como a Estimulação Magnética Transcraniana.

Entendemos que alterações no estilo de vida, com prática de exercícios, meditação e espiritualidade podem ser transformadoras.

Isso mudou tudo. Agora o Psiquiatra deve ser visto como o médico de quem quer se sentir bem, de quem sabe que não merece conviver com sofrimento diário, de quem não está se sentindo no controle da própria vida. Você pode estar com um problema passível de melhora.

Se a sua preocupação são os efeitos colaterais, então fale sobre isso. Não quer ficar dependente de medicação? Questione o profissional. A consulta é o momento de falar e ser ouvido sem julgamentos.

Antes de tratar sintomas da mente, nós lidamos com gente. Não tenha medo, procure atendimento, o vínculo que você vai desenvolver pode iniciar uma nova fase da sua vida.

Depressão tem Tratamento!

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Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Depressão Mista, ela pode passar despercebida

É quase a regra, alguém com tristeza persistente, perda do prazer na vida, pensamentos negativos e sem energia pode receber o diagnóstico de Depressão e ponto. A consulta costuma ser rápida, o médico tantas vezes não é especialista. Ela recebe um antidepressivo e tem início um tratamento nem sempre com bons resultados.

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Identificar que a pessoa está com Depressão é só o primeiro passo, talvez nem tão difícil, pois o próprio paciente e a família tem ideia que algo não vai bem.

O Psiquiatra, que é o especialista nas alterações do humor, consegue perceber sinais de alerta dentro de um quadro depressivo: irritabilidade intensa, impulsividade, compulsão alimentar, pensamentos acelerados e distrações constantes são sinais de um diagnóstico pouco conhecido: A Depressão Mista.

Ela tem esse nome justamente por ser uma mistura de sintomas, a perda de energia de uma depressão comum e a ativação intensa dos pensamentos e atitudes.

Por que isso é tão importante? Por um grande detalhe, a Depressão Mista responde mal, ou até piora com uso dos antidepressivos. Essas medicações podem causar melhora isolada da tristeza, mas piorar a aceleração dos pensamentos, tornar a pessoa mais irritada, impulsiva e distraída.

How to Recognize the Signs and Symptoms of Depression – Health ...

Com a impulsividade alguns problemas aparecem, gastos financeiros desnecessários, uso de drogas (principalmente álcool e cigarro), tentativas de suicídio e até colocação de piercings e tatuagens. A irritabilidade, ou raiva, gera discussões, destrói casamentos, famílias, empregos, torna a pessoa mais violenta verbal e fisicamente.

A aceleração do pensamento é igualmente angustiante, se sentir dominado pelas próprias ideias, que parecem um turbilhão de informação causam a distração, perda de produtividade e insônia.

Uma consulta minuciosa, sem pressa, que entenda a história de vida daquela pessoa, procurando sintomas que passaram batidos desde a infância e detecte os sintomas mistos pode ser a diferença entre a melhora e a manutenção do sofrimento.

O tratamento da Depressão Mista geralmente precisa de outras abordagens além dos antidepressivos e deve ser conduzido pelo Psiquiatra, que é o profissional qualificado para a estabilização desses quadros.

Ao contrário do que se pensa, Depressão tem tratamento!

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Telepsiquiatria, preservando a saúde mental em meio a Pandemia

Vacina, teste sorológico, leito de UTI, ventiladores mecânicos, de repente nossa mente foi dominada por essas palavras.

Epidemic seamless pattern. novel coronavirus covid-19, people in ...

Outras coisas também passaram a dominar a nossa mente.

Ansiedade, apreensão, medo de sair de casa, até crises de pânico estão ocorrendo em meio a uma situação inusitada: isolamento social forçado, bombardeio de notícias, falsas, ponderadas, alarmistas, negacionistas, todas misturadas. Avós separadas dos netos, filhos separados dos pais.

Enfrentar esse cenário e conservar equilíbrio emocional e manter a saúde mental fica cada dia mais difícil.

Com muita sensibilidade, dezenas de profissionais estão abordando o tema, adoramos dicas, sugestões e técnicas de como contornar a angústia que a pandemia está desencadeando.

Não é tão fácil usar aplicativos de meditação e fazer abdominais se a pessoa tem um transtorno de ansiedade, depressão ou síndrome do pânico, nesses casos medidas comportamentais e pensamento positivo não vão adiantar, é quando o tratamento profissional entra em cena.

A situação demanda posicionamento firme, assertivo e corajoso. Mais um batalhão entrou em cena, os médicos Psiquiatras.

Estima-se que na epidemia do coronavírus SARS em 2002 quase metade dos pacientes desenvolveram Transtorno de Estresse Pós Traumático. Mitigar agravos à saúde mental é, portanto, fundamental não só para alívio imediato da condição, como também para prevenir cicatrizes emocionais em toda a população.

A partir deste mês, de forma excepcional e enquanto durar a calamidade da pandemia, é possível receber atendimento psiquiátrico à distância, através de videochamadas ou chamadas telefônicas para tratamento de sintomas ou transtornos mentais.

Digital healthcare puts patients in control of their health ...

A medida vai preservar a segurança de médicos, pacientes e secretárias, pelo contato ser à distância. Pessoas que moram em cidades distantes dos grandes centros serão muito beneficiadas. Casos graves e emergências que exijam exames e intervenção presencial continuarão a ser atendidas em pronto-atendimento e serviços especializados.

Psicólogas já realizam atendimento on-line há algum tempo e com certeza também serão indispensáveis nesse momento.

Não deixe de seguir seu tratamento, se precisar de auxílio, estamos aqui.

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Redes Sociais, como elas podem te influenciar

Redes sociais são produtos do nosso tempo, se antes o conteúdo era produzido por grandes estúdios e canais de TV, agora todos podem ser “criadores de conteúdo”, e claro, essa nova mídia passa a nos influenciar.

12 Smart Ways to Break Your Social Media Addiction - Slingshot ...

A  televisão e o rádio sempre ditaram, em algum grau, costumes e pensamentos. Com horários definidos, esperávamos ansiosos por aquele programa no aparelho da sala. Agora a sala ficou obsoleta, e a grade de programação dura muito mais que 24 horas. Deixamos de ser guiados pela televisão e nos tornamos teleguiados pelos celulares, conforme a tela diminuiu, a influência só aumentou.

Sim, ganhamos artistas brilhantes, mantemos contato com amigos de infância, conseguimos compartilhar viagens e momentos especiais, revoluções e mudanças políticas emergiram desse novo mundo.

Isso é transformador, mas como tudo na vida, tem um custo. No momento em que combinar um almoço de família e o encontro de amigos deu lugar a criar um grupo de WhatsApp, provavelmente perdemos muito do que nos conectava.

De alguma forma nossa saúde emocional começa a ser pressionada pelas redes sociais.

Surgem os problemas de Internalização que dizem respeito a sintomas ansiosos, angústia e sofrimento alimentados por um feed de vidas supostamente perfeitas, as melhores viagens e corpos esculturais – isso gera, principalmente entre jovens, um medo de estar perdendo experiências, de fracasso e insuficiência.

Ninguém compartilha noites de estudo, filas no cartório ou idas ao hospital com os filhos – aqueles momentos da vida que não curtimos tanto. Com essa visão distorcida, a pessoa sofre sozinha em uma multidão de amigos virtuais.

As mudanças de Externalização são o padrão que o usuário atua – a sensação de anonimato e a falta de contato visual libera o comportamento agressivo, o bullying e nos faz esquecer qualquer regra de boa vizinhança. O tio que só quer discutir política, a divulgação de fotos íntimas e hostilidade aos que pensam diferente são formas de como isso aparece.

Why social media is constructing a reality unworthy of your ...

Então de um lado temos mais ansiedade e depressão e de outro, mais agressividade e intolerância, isso não descreve só a rede social, descreve o mundo real.

E você, como está sendo influenciado?

Publicado em: https://matogrossomais.com.br/2020/02/17/redes-sociais-como-elas-podem-te-influenciar/

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O Suicídio e o Pedido de Perdão

Recentemente em Várzea Grande mais um jovem, de apenas 17 anos, cometeu suicídio.  Sua ultima mensagem foi um pedido de perdão.

Culpa.

How to get over guilt - Returning To Oneness

É um sentimento constante em quem sofre de Depressão, a doença altera toda a percepção do indivíduo, como uma lente de negatividade. As memórias ficam distorcidas, as mágoas  crescem e toda lembrança parece cinza. A auto imagem, percepção de si mesmo, também piora, a pessoa se sente incapaz e inútil.

“Eu só dou trabalho”, é um pensamento que ressoa na mente depressiva. Acreditar que está daquele jeito por falta de força de vontade, de orações ou de coragem reforça a idéia que o culpado por tudo é a própria pessoa.

A Culpa pode aumentar quando, apesar de várias tentativas, o ânimo não volta e a tristeza não vai embora. Como uma intrusa ela toma conta de tudo, às vezes sem qualquer motivo. Ela fica lá, com vários dedos apontados para a ferida de quem está sofrendo.

Você não é uma boa esposa, uma boa mãe, é um péssimo pai, um amigo ruim, um filho ingrato. E com isso a Culpa toma conta de todas as relações interpessoais e familiares, o suicídio seria uma tentativa de aliviar o peso que os entes queridos carregam.

Para prevenir esses atos é essencial diminuir o tempo entre o início dos sintomas e um tratamento efetivo, traçado por um médico psiquiatra. A Culpa é um sintoma causado pela própria Depressão, a intervenção deve aliviar também esse sentimento.

Justamente por isso, os que ficam não devem se sentir culpados, não dependia só de você.

Perdão.

Forgiveness allows you to break free from bad baggage

Não existe perdão, de mãe ou de filho, que alivie essa sensação sem que a doença tenha sido tratada. O caminho para a paz passa  por um profissional qualificado.

Se você convive com alguém deprimido, entenda que esse sentimento pode estar transbordando diariamente. Não seja você a apontar mais um dedo. Quando possível ofereça perdão, mas sempre ofereça tratamento. Ofereça perdão, quando possível, mas sempre ofereça tratamento.

Ao contrário do que se pensa, Depressão tem tratamento!

Publicado em: https://www.rdnews.com.br/artigos/conteudos/124821

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Ansiedade ou Depressão? Uma coisa não exclui a outra

Com a Saúde Mental cada vez mais em pauta, é natural que as pessoas procurem tratamento e pesquisem sobre o assunto. Quem já buscou um profissional com esse tipo de queixa provavelmente se perguntou, mas afinal, qual o meu diagnóstico, tenho Depressão ou Ansiedade? 

ansiedade depressão Cuiaba psiquiatra
Duvida constante nos pacientes, às vezes esse dilema é desnecessário ao tratamento

A Depressão é uma alteração marcada do humor e da capacidade de alguém sentir prazer, também atinge o raciocínio, a energia física e o conteúdo dos pensamento – que fica sempre mais pessimista e negativista sobre si mesmo e o mundo. 

A Ansiedade, por outro lado, é um estado constante de alerta, que faz o paciente evitar situações que fogem do seu controle, sentir medo ou ter sustos com facilidade e até, em casos graves, ter crises de ansiedade e pânico – que como o nome já indica são realmente desesperadoras. 

A doença psiquiátrica é uma alteração de como o cérebro funciona – que ao contrário de várias doenças neurológicas pode não mudar a anatomia (estrutura física) do cérebro e portanto não apresenta alterações em nenhum exame convencional. O cérebro funciona com uma complexidade que até hoje a ciência “quebra a cabeça” para compreender, nesse intrincado sistema não é tudo 8 ou 80, e ter mudanças nas regiões que geram ansiedade, muitas vezes também causa sintomas depressivos e o contrário também é verdadeiro. 

Dessa forma, a mesma pessoa pode ter Depressão e Ansiedade, prevalecendo uma ou outra coisa em cada momento da vida. O diagnóstico da Depressão Ansiosa é justamente a presença de sintomas “misturados” dos dois diagnósticos no mesmo período de tempo. 

psiquiatra cuiaba
Dois lados da mesma moeda: Ansiedade e Depressão podem ser causados pelo mesmo problema

Mais da metade das pessoas com Diagnóstico de Depressão podem apresentar, no decorrer de um ano um diagnóstico de Ansiedade. Estudos apontam carga genética compartilhada pelas duas condições e as medicações usadas para tratar uma doença muitas vezes melhoram a outra também. 

A Depressão não é necessariamente um diagnóstico mais grave que a ansiedade, pois quadros graves de ansiedade, como a Síndrome do Pânico podem ser até mais incapacitantes que transtornos depressivos.

Portanto, não se assuste com o diagnóstico, não tenha medo de procurar ajuda, nem espere a situação ficar insuportável para iniciar o tratamento. Mais importante do que se perder em alguns questionamentos, é se encontrar com profissionais que te ajudem a melhorar e conseguir a remissão dos sintomas. 

Ao contrário do que se pensa, Depressão tem tratamento!

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A relação do Portão do Inferno com o suicídio

dr. manoel vicente de barros psiquiatra em cuiaba

Não é de hoje que o Portão do Inferno, um precipício de 50 metros nas curvas que ligam Cuiabá ao paraíso de Chapada dos Guimarães, é local de tentativas de suicídio. Não sabemos quantas pessoas já tentaram ou conseguiram retirar suas vidas nesse mirante que deveria ser apenas mais uma bela paisagem na MT 251, mas é certo que os moradores da região convivem há anos com essa situação. 

O assunto foi reavivado pela divulgação de um vídeo em que um motoqueiro salva um jovem de saltar no último minuto. O ato heroico e o drama que o tema carrega trouxeram de volta o assunto à nossa região. Muitos acreditam que o nome do local possui impacto nesse comportamento e a ideia de “Inferno” atrai as mentes desesperadas, mas está longe de ser o único cartão postal com esse estigma. 

De Nova Iorque, com o Edifício Empire State, a Paris, com a Torre Eiffel, vários países possuem pontos turísticos que se tornaram palco de suicídios.Suicídio não é mais um tabu. É assunto de utilidade pública e precisamos falar sobre isso. O suicídio é uma tentativa desesperada de aliviar uma dor, de buscar saída em meio ao sofrimento e desesperança sobre o futuro. 

A Depressão é a maior causadora do comportamento suicida –  é como uma lente de pessimismo e negatividade, não deixa a pessoa enxergar outra saída, afinal, como você se livra de algo que dói na alma?

É mais que comprovado que a Depressão é uma doença, causada por fatores biológicos e sociais, associar o ato de suicídio ao Inferno talvez seja resquício de nossa cultura religiosa que acredita que quem comete o ato merece punição eterna. Talvez a própria pessoa esteja convencida disso.No entanto, o mais provável é que o ponto seja associado no imaginário local a “um fim garantido”, sem chance alguma de sobrevivência. 

Quem está deprimido quer alívio, e só vislumbra esse caminho como solução do seu sofrimento, mas a verdade é que não é.Um estudo feito com mais de quinhentas pessoas salvas do suicídio da ponte Golden Gate em São Francisco – o local com mais suicídios registrados no mundo – após 20 anos descobriu que 95% delas estavam vivas ou faleceram de mortes naturais.  Isso aponta que o comportamento suicida é impulsivo – um ato desesperado de sanar uma crise depressiva – que na maioria das vezes é resolvida.           

PORTÃO DO INFERNO CHAPADA DOS GUIMARÃOS

Quem tenta suicídio não é um condenado sem salvação, as crises passam e o pensamento suicida também. Estender o braço e oferecer tratamento realmente salva vidas.

Medidas preventivas como instalação de grades de proteção, câmeras de vigilância e equipes de pronta resposta conseguiram zerar suicídios em diversos locais. A oferta de tratamento com psicologia e psiquiatras em um sistema de saúde mental eficiente e acessível é indispensável nessa luta.Não precisamos observar mais episódios como quem aprecia uma paisagem, medidas incisivas são possíveis, necessárias e urgentes.  

O que estamos fazendo para mudar esse cenário?Se você tem Depressão, procure auxílio profissional, o tratamento moderno com psicoterapia, medicamentos e até abordagens não medicamentosas como a Estimulação Magnética Transcraniana são cada vez mais acessíveis. Ao contrário do que se pensa, Depressão tem tratamento!   

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MARTHA RHODES, UMA HISTÓRIA DE SUCESSO COM ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA

Se você ainda não leu a primeira parte da entrevista com a autora e paciente de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) Martha Rhodes, clique para ler aqui http://blog.drmanoelvicente.com.br/index.php/2019/11/27/depoimento-estimulacao-megnetica-transcraniana/

Quando você começou a notar mudanças no seu humor?

Meu médico foi muito claro comigo desde oi começo – a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) não é uma solução instantânea. essa informação me preparou para ser paciente e esperar os resultados. Não notei a diferença no meu humor até a quarta semana de tratamento.

Em algum momento, por volta da décima nona sessão, acordei uma manhã sem aquela nojenta sessão de desconforto – o sentimento que é mil vezes pior que “Eu queria que fosse segunda de manhã e que eu não tivesse que ir trabalhar!” ( eu chamo isso de náusea emocional). Tive uma sensação de leveza, como se um casaco pesado tivesse sido removido dos meus ombros cansados. Notei que a musica que eu ouvia durante a ida e volta do tratamento estava mais animada e me encontrei cantando a musica! Comecei a procurar meus amigos novamente, para conversar ao telefone e se encontrar para almoçar. Minhas lágrimas desapareceram e comecei e me ouvi gargalhando. A ansiedade e tristeza sempre presente desapareceram. Eu aumentei minha energia, me senti mais tranquila, silenciosamente “sabendo” que minha vida – e qualquer problema dela – era manejável.

Ter um sistema de suporte forte e estruturado para me ajudar no ajudar nas primeiras sessões foi importante para minha recuperação. Tomar um comprimido toda manhã era algo tangível. Você vê, você engole e sabe que possivelmente vai ter efeito. A EMT é muito mais discreta, quase misteriosa. O fato que é baseada em pulsos magnéticos torna o procedimento “quase mágico”. É invisível e não invasivo – mas funciona.

Como exatamente a EMT te ajudou?

A EMT afeta os caminhos neuronais do córtex pré frontal do cérebro onde as emoções e o humor residem. Resumidamente, a força dos pulsos magnéticos estimularam a área do meu cérebro que não estava reduzindo neurotransmissores suficientes (substâncias que ativam os pulsos nervosos). O campo magnético produz uma corrente elétrica muito fraca que acorda as células do cérebro e elas começaram a fazer seu trabalho – o que é necessário para liberar os neurotransmissoes que aliviaram meus sintomas de depressão. Medicação antidepressiva tentaram induzir meu cérebro a fazer isso, mas ao fazer isso, as drogas passaram pelo meu corpo inteiro e afetou outros órgãos. A EMT foi aplicada diretamente ao meu cérebro para que não tivesse nenhum outro efeito colateral que eu experimentei com as medicações.

Sua depressão retornou desde o inicio da EMT?

Eu não tive nenhuma recaída séria por quase 3 anos. Eu fiz tratamentos periódicos “de reforço” durante os 2 primeiros anos após começar EMT – o que me deixou sem sintomas. Recentemente, no entanto, eu tive um período extendido de estresse intenso que me fez cair novamente em uma depressão mais intensa. No entanto eu consegui reconhecer os sintomas muito cedo de choro incontrolável, agitação, sono alterado e perda de apetite, então eu contactei meu médico que prescreveu uma série de dez tratamentos que imediatamente me tiraram “da caverna da depressão”. Apesar de que passar novamente pela depressão foi ruim, me reafirmou que a EMT é o tratamento que sempre posso confiar para manter minha saúde mental.

Descreva sua vida hoje

Depressão Maior é uma doença física cronica que sempre monitoro, assim como eu cuidaira de qualquer doença crônica, como a Diabetes. Ainda estou aceitando essa doença para a vida toda. Também não existe um “passe livre” que vem com a EMT, mas eu me senti aliviada por ter essa terapia que funciona para mim melhor do que qualquer outro tratamento que já tentei.

Não parecia possivel enquanto eu estava em tratamento que eu algum dia me sentiria normal, especialmente por que o alívio que eu chamo de “A Melhora” foi muito sutil. Uma vez que comecei a perceber as pequenas coisa que estava perdendo quando estava deprimida voltando, eu sabia que podia conseguir. Finalmente sai daquela caverna. Não só recapturei minha vida, como também ganhei mais do que tinha para começar. Minha experiência de vida agora é a diferença entre assistir um vídeo ou um filme contra estar em um teatro ao vivo. Me sinto mais real e clara agota do que nunca me senti antes. Os sintomas horriveis da depressão foram embora. Estou funcionando em minhas atividades normais e, mais importante, tenho um valor recém encontrado na minha vida – realmente vale a pena viver!

Seu mantra quanto ao tratamento com EMT:

Confie na tecnologia e não tenha medo de terapias alternativas para depressão. Acima de tudo, tenha esperança e “Apenas Continue”!

FONTE:
https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-ii

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MINHA JORNADA COM EMT – PARTE I

Tratando a Depressão com Estimulação Magnética Transcraniana

Entrevista com a jornalista e escritora Martha Rhodes sobre seu tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana, autora do livro “3,000 Pulsos Depois: Memórias de Sobrevivência da Depressão sem Medicações”

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Após uma grande luta contra a Depressão e tentar inúmeros tratamentos inefetivos por vários anos, parecia que nada podia aliviar a depressão diária de Martha Rhodes. finalmente, um familiar contou a Rhodes sobre o tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana em Maio de 2010. Ela nunca mais se arrependeu.

Rhodes, que atribui sua salvação à EMT , atualmente reside em Danbury, CT com seu marido e foi muito solicita ao contar sua história de luta, sobrevivência e momentos difíceis.

Descreva sua vida antes do tratamento com EMT

Fui diagnosticada com Depressão Maior há aproximadamente 20 anos atrás e comecei a ser tratada com Zoloft (Sertralina). Os efeitos colaterais eram intoleráveis, então interrompi o uso por conta própria e logo percebei que não conseguia funcionar sem algum tipo de antidepressivo.

Meu Clínico Geral tentou me tratar com Lexapro (Escitalopram) e Paxil CR (Paroxetina). Utilizei a medicação todos os dias por muitos anos enquanto ela aumentava a dose até o máximo. Eu acreditava que era uma pessoa ingrata, já que tudo na minha vida parecia perfeito – casamento duradouro, ótimos filhos, uma carreira bem sucedida. Apesar de tudo, as medicações pararam de funcionar. A verdade é que eu tinha o que é conhecida como Depressão Resistente.

Eventualmente minha Depressão Resistente me levou a um Pronto Socorro, sendo salva de uma overdose de Álcool e Alprazolam. Após minha tentativa de suicídio tentei diferentes medicações por vários meses e nada me ajudava. Na verdade eu me sentia pior que quando comecei, tentando encontrar a medicação – ou combinação de pílulas – que aliviariam minha tristeza e pensamentos negativos.

As medicações eram simplesmente ineficazes ou os efeitos colaterais eram piores do que os mínimos efeitos benéficos das medicações. Além da depressão estava a minha frustração e medo que eu nunca encontrava alívio. Minha vontade de viver desaparecia e não parecia ter nenhum motivo em tentar.

Como você descobriu a EMT?

Inicialmente descobri pela minha irmã. Ela sabia que eu tinha interrompido as medicações porque não estavam funcionando ou porque os efeitos colaterais eram brutais, mas ao mesmo tempo ela (e todos na minha família) se preocupavam que eu não tinha nada para me tratar. Como fiquei sabendo da EMT na verdade é um dos milagres da minha vida:

Minha irmã estava em uma sala de espera de um dentista lendo uma revista e viu uma pagina inteira sobre EMT. Abaixo da manchete se lia “Médicos estão usando a mais nova tecnologia para tratar depressão sem o desconforto das medicações”. Ela me enviou a matéria e em uma semana eu estava no Instituto de Vida do Hospital Hartford sendo avaliada pela diretora do Centro de EMT quando ela determinou que eu era uma boa candidata para o tratamento. Infelizmente eu tive uma espera de 6 meses para conseguir o tratamento pelo convênio de saúde por via judicial. Felizmente a cobertura pelos convênios aumentou muito em todo o país nos últimos anos.

Quando você começou o Tratamento com EMT?

Eu comecei o tratamento com EMT em Maio de 2010 após 6 meses de processo judicial para ter o tratamento pelo plano de saúde, o que finalmente consegui. Felizmente os convênios já pré-autorizam a cobertura do tratamento ou reembolsam os paciente para o tratamento de EMT muito mais rapidamente que 3 anos atrás.

É uma situação ganha-ganha para mim e a empresa de seguro, pois eles não precisam custear uma consulta mensal para eu ter a receita das medicações e minhas visitas frequentes ao terapeuta foram reduzidas de semanais para mensais, e agora “conforme o necessário”.

Além disso, minha saúde mental positiva me permitiu tomar mais cuidado com minha saúde física em prevenção de doenças, exercícios e práticas mais saudáveis de vida. No longo prazo, acredito que a EMT é mais barata para os convênios de saúde do que o uso contínuo de medicações e terapia em que eles se baseiam.

Por que você começou o tratamento com EMT?

Eu procurei tratamento com EMT porque, no tempo da crise, as únicas alternativas que eu conhecia eram a psicoterapia, medicações ou eletroconvulsoterapia (eletrochoque- ECT). Eu já tinha tentado mais de seis medicações diferentes que não aliviaram meus sintomas e não estava disposta a passar pelo tratamento com ECT pela necessidade de anestesia, relaxantes musculares e efeitos colaterais graves de perda de memória.

Inicialmente eu tinha precauções quanto à EMT por ser uma tecnologia nova, mas os resultados positivos dos estudos clínicos e o fato do FDA ter reconhecido sem nenhuma dúvida a eficácia e segurança da técnica em Outubro de 2008 . Também fiquei reconfortada que a eficácia da EMT era equivalente ao ECT. Como eu me sentia sem esperança, foi muito fácil aceitar a decisão “O que eu tinha a perder?”

O que você experimentou durante o tratamento com EMT? Foi desconfortável?

Eu fiquei positivamente surpresa em descobrir o quanto uma sessão de EMT é simples. Eu sentei em uma poltrona confortável com musica ou TV disponível e relaxei. Os pulsos magnéticos rapidamente disparavam por 4 segundos, depois descansava por 20 segundos, então por mais 4 segundos – ligando e desligando, ligando e desligando – nessa sequencia por trinta e sete minutos em um total de 3.000 pulsos por sessão. Inicialmente eu me acostumei as batidas intensas do lado de fora da minha cabeça.

Era parecido com quando meu irmão me dava um “cascudo” quando eu era criança. Tomei um Tylenol uma hora antes do tratamento e, após uma semana, me acostumei com o tratamento e o desconforto desapareceu. Minha coordenadora do EMT também ajustou a bobina um pouco mais alto na minha cabeça e me fez sentir mais confortável.

Mas a melhor parte foi que não tinha efeitos colaterais. Nenhuma dor de cabeça, nenhum desconforto estomacal, nenhuma desorientação ou qualquer coisa do tipo. Nenhum sedativo ou anestesia (como é o caso do ECT), então eu não ficava sonolenta depois. Eu dirigia antes e depois das sessões. Uma sessão durava menos de uma hora – e normalmente eu já tinha ido embora em 45 minutos. Uma manicure e pedicure dura o mesmo tempo, ou mais.

Eu fiz o tratamento 5 vezes na semana por 6 semanas. Um componente importante do meu sucesso com EMT foi minha vontade de acreditar que o tratamento funciona. Verdadeiramente, eu me encontrei lutando contra Medo, Incerteza e Dúvida, me perguntando “O que uma batida de 4 segundos fora da minha cabeça vai fazer para tirar toda essa tristeza e sofrimento?”

FONTE: https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-i/

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UNIMED DEVE CUSTEAR TRATAMENTO PARA ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA – SOB PENA DE MULTA

NOTÍCIA

A decisão é da juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda que acolheu um pedido liminar de uma usuária, que teve o tratamento médico negado pela Unimed

A juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, obrigou a Unimed Cáceres a custear o tratamento médico de uma paciente com depressão.

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Usuária do plano de saúde, ela relatou na Justiça que após ser diagnosticada com o transtorno depressivo, passou por um tratamento com medicamentos, mas não obtive resultado positivo. Por isso, seu médico prescreveu 25 sessões de EMT (Estimulação Magnética Transcraniana).

O tratamento foi negado pela Unimed, sob o argumento de que a referida técnica não consta no rol de cobertura mínima definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Diante da situação, a paciente propôs uma ação com tutela de urgência para que a empresa fosse obrigada a liberar a terapia.

Em sua decisão, a juíza confirmou que o pedido da usuária detém a probabilidade do direito e o perigo da demora, devendo ser deferido.

Conforme a magistrada, a negativa por parte da Unimed desvia a finalidade contrato, “que é a proteção à vida, a saúde”.

“Resta, portando demonstrado o requisito do perigo da demora, uma vez que não sendo realizadas as terapias prescritas, poderá a autora sofrer consequências irreversíveis. Do mesmo modo, evidente a probabilidade do seu direito, eis que beneficiária do plano de saúde e vem cumprindo com as contraprestações corretamente”, destacou.

“Diante disso, verifico a presença dos requisitos autorizadores para a concessão da tutela de urgência, visto que a demora na prestação jurisdicional poderá trazer sérios prejuízos à saúde da paciente, ora autora”, pontuou Carlota.

Ainda em sua decisão, a juíza reconheceu que as operadoras de planos de saúde podem regular as doenças que terão cobertura do plano, mas que não devem restringir a forma a ser utilizada para o tratamento, já que cabe o médico fazê-lo.

“Portanto, ante a gravidade da doença, assim como em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, que é o bem maior do ser, o deferimento da tutela se impõe”.

A magistrada fixou uma multa no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão.

Audiência de conciliação

A juíza agendou para o próximo dia 15 de outubro, às 10h, uma audiência de conciliação entre as partes, que será realizada na Central de Conciliação e Mediação de Cuiabá.

Fonte:
https://www.pontonacurva.com.br/civel/unimed-deve-custear-tratamento-a-paciente-com-depresso/9023

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