Afinal, o que faz o Psiquiatra?

Muito mais que “médico de doido”, o psiquiatra atua nas alterações de humor, como tristeza e irritabilidade, do comportamento, como a impulsividade, e dos pensamentos.

Dr. Manoel Vicente  - Psiquiatra em Cuiabá

A psiquiatria ganhou essa fama, de tratar apenas pessoas com alterações graves, com quadros incapacitantes, porque por muito tempo esse era realmente o público atendido pela especialidade.

Quem tivesse situações mais leves e moderadas tinha poucas alternativas a não ser aprender a conviver com os sintomas e sofrimento durante grande parte da vida. As medicações tinham efeitos colaterais importantes, como ganho de peso e sonolência.

Desse retrato do passado, veio a imagem que alguns ainda tem do médico psiquiatra.

Da década de 90 para cá, a ciência evoluiu, a especialidade cresceu, a compreensão do ser humano só aumentou.

O tratamento com o psiquiatra não é mais sinônimo de “ficar dopado o dia inteiro”, de ganho de peso, nem de piora de qualidade de vida. Da mesma forma, o tratamento não é mais para quem está “no fundo do poço”, com depressão grave, esquizofrenia ou doenças que precisam de internação.

Não só as medicações ficaram mais modernas, aumentaram as abordagens de terapia, e surgiram tratamentos não medicamentosos, como a Estimulação Magnética Transcraniana.

Entendemos que alterações no estilo de vida, com prática de exercícios, meditação e espiritualidade podem ser transformadoras.

Isso mudou tudo. Agora o Psiquiatra deve ser visto como o médico de quem quer se sentir bem, de quem sabe que não merece conviver com sofrimento diário, de quem não está se sentindo no controle da própria vida. Você pode estar com um problema passível de melhora.

Se a sua preocupação são os efeitos colaterais, então fale sobre isso. Não quer ficar dependente de medicação? Questione o profissional. A consulta é o momento de falar e ser ouvido sem julgamentos.

Antes de tratar sintomas da mente, nós lidamos com gente. Não tenha medo, procure atendimento, o vínculo que você vai desenvolver pode iniciar uma nova fase da sua vida.

Depressão tem Tratamento!

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Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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Ansiedade ou Depressão? Uma coisa não exclui a outra

Com a Saúde Mental cada vez mais em pauta, é natural que as pessoas procurem tratamento e pesquisem sobre o assunto. Quem já buscou um profissional com esse tipo de queixa provavelmente se perguntou, mas afinal, qual o meu diagnóstico, tenho Depressão ou Ansiedade? 

ansiedade depressão Cuiaba psiquiatra
Duvida constante nos pacientes, às vezes esse dilema é desnecessário ao tratamento

A Depressão é uma alteração marcada do humor e da capacidade de alguém sentir prazer, também atinge o raciocínio, a energia física e o conteúdo dos pensamento – que fica sempre mais pessimista e negativista sobre si mesmo e o mundo. 

A Ansiedade, por outro lado, é um estado constante de alerta, que faz o paciente evitar situações que fogem do seu controle, sentir medo ou ter sustos com facilidade e até, em casos graves, ter crises de ansiedade e pânico – que como o nome já indica são realmente desesperadoras. 

A doença psiquiátrica é uma alteração de como o cérebro funciona – que ao contrário de várias doenças neurológicas pode não mudar a anatomia (estrutura física) do cérebro e portanto não apresenta alterações em nenhum exame convencional. O cérebro funciona com uma complexidade que até hoje a ciência “quebra a cabeça” para compreender, nesse intrincado sistema não é tudo 8 ou 80, e ter mudanças nas regiões que geram ansiedade, muitas vezes também causa sintomas depressivos e o contrário também é verdadeiro. 

Dessa forma, a mesma pessoa pode ter Depressão e Ansiedade, prevalecendo uma ou outra coisa em cada momento da vida. O diagnóstico da Depressão Ansiosa é justamente a presença de sintomas “misturados” dos dois diagnósticos no mesmo período de tempo. 

psiquiatra cuiaba
Dois lados da mesma moeda: Ansiedade e Depressão podem ser causados pelo mesmo problema

Mais da metade das pessoas com Diagnóstico de Depressão podem apresentar, no decorrer de um ano um diagnóstico de Ansiedade. Estudos apontam carga genética compartilhada pelas duas condições e as medicações usadas para tratar uma doença muitas vezes melhoram a outra também. 

A Depressão não é necessariamente um diagnóstico mais grave que a ansiedade, pois quadros graves de ansiedade, como a Síndrome do Pânico podem ser até mais incapacitantes que transtornos depressivos.

Portanto, não se assuste com o diagnóstico, não tenha medo de procurar ajuda, nem espere a situação ficar insuportável para iniciar o tratamento. Mais importante do que se perder em alguns questionamentos, é se encontrar com profissionais que te ajudem a melhorar e conseguir a remissão dos sintomas. 

Ao contrário do que se pensa, Depressão tem tratamento!

Dr. Manoel Vicente de Barros – Psiquiatra em Cuiabá

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MARTHA RHODES, UMA HISTÓRIA DE SUCESSO COM ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA

Se você ainda não leu a primeira parte da entrevista com a autora e paciente de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) Martha Rhodes, clique para ler aqui http://blog.drmanoelvicente.com.br/index.php/2019/11/27/depoimento-estimulacao-megnetica-transcraniana/

Quando você começou a notar mudanças no seu humor?

Meu médico foi muito claro comigo desde oi começo – a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) não é uma solução instantânea. essa informação me preparou para ser paciente e esperar os resultados. Não notei a diferença no meu humor até a quarta semana de tratamento.

Em algum momento, por volta da décima nona sessão, acordei uma manhã sem aquela nojenta sessão de desconforto – o sentimento que é mil vezes pior que “Eu queria que fosse segunda de manhã e que eu não tivesse que ir trabalhar!” ( eu chamo isso de náusea emocional). Tive uma sensação de leveza, como se um casaco pesado tivesse sido removido dos meus ombros cansados. Notei que a musica que eu ouvia durante a ida e volta do tratamento estava mais animada e me encontrei cantando a musica! Comecei a procurar meus amigos novamente, para conversar ao telefone e se encontrar para almoçar. Minhas lágrimas desapareceram e comecei e me ouvi gargalhando. A ansiedade e tristeza sempre presente desapareceram. Eu aumentei minha energia, me senti mais tranquila, silenciosamente “sabendo” que minha vida – e qualquer problema dela – era manejável.

Ter um sistema de suporte forte e estruturado para me ajudar no ajudar nas primeiras sessões foi importante para minha recuperação. Tomar um comprimido toda manhã era algo tangível. Você vê, você engole e sabe que possivelmente vai ter efeito. A EMT é muito mais discreta, quase misteriosa. O fato que é baseada em pulsos magnéticos torna o procedimento “quase mágico”. É invisível e não invasivo – mas funciona.

Como exatamente a EMT te ajudou?

A EMT afeta os caminhos neuronais do córtex pré frontal do cérebro onde as emoções e o humor residem. Resumidamente, a força dos pulsos magnéticos estimularam a área do meu cérebro que não estava reduzindo neurotransmissores suficientes (substâncias que ativam os pulsos nervosos). O campo magnético produz uma corrente elétrica muito fraca que acorda as células do cérebro e elas começaram a fazer seu trabalho – o que é necessário para liberar os neurotransmissoes que aliviaram meus sintomas de depressão. Medicação antidepressiva tentaram induzir meu cérebro a fazer isso, mas ao fazer isso, as drogas passaram pelo meu corpo inteiro e afetou outros órgãos. A EMT foi aplicada diretamente ao meu cérebro para que não tivesse nenhum outro efeito colateral que eu experimentei com as medicações.

Sua depressão retornou desde o inicio da EMT?

Eu não tive nenhuma recaída séria por quase 3 anos. Eu fiz tratamentos periódicos “de reforço” durante os 2 primeiros anos após começar EMT – o que me deixou sem sintomas. Recentemente, no entanto, eu tive um período extendido de estresse intenso que me fez cair novamente em uma depressão mais intensa. No entanto eu consegui reconhecer os sintomas muito cedo de choro incontrolável, agitação, sono alterado e perda de apetite, então eu contactei meu médico que prescreveu uma série de dez tratamentos que imediatamente me tiraram “da caverna da depressão”. Apesar de que passar novamente pela depressão foi ruim, me reafirmou que a EMT é o tratamento que sempre posso confiar para manter minha saúde mental.

Descreva sua vida hoje

Depressão Maior é uma doença física cronica que sempre monitoro, assim como eu cuidaira de qualquer doença crônica, como a Diabetes. Ainda estou aceitando essa doença para a vida toda. Também não existe um “passe livre” que vem com a EMT, mas eu me senti aliviada por ter essa terapia que funciona para mim melhor do que qualquer outro tratamento que já tentei.

Não parecia possivel enquanto eu estava em tratamento que eu algum dia me sentiria normal, especialmente por que o alívio que eu chamo de “A Melhora” foi muito sutil. Uma vez que comecei a perceber as pequenas coisa que estava perdendo quando estava deprimida voltando, eu sabia que podia conseguir. Finalmente sai daquela caverna. Não só recapturei minha vida, como também ganhei mais do que tinha para começar. Minha experiência de vida agora é a diferença entre assistir um vídeo ou um filme contra estar em um teatro ao vivo. Me sinto mais real e clara agota do que nunca me senti antes. Os sintomas horriveis da depressão foram embora. Estou funcionando em minhas atividades normais e, mais importante, tenho um valor recém encontrado na minha vida – realmente vale a pena viver!

Seu mantra quanto ao tratamento com EMT:

Confie na tecnologia e não tenha medo de terapias alternativas para depressão. Acima de tudo, tenha esperança e “Apenas Continue”!

FONTE:
https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-ii

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MINHA JORNADA COM EMT – PARTE I

Tratando a Depressão com Estimulação Magnética Transcraniana

Entrevista com a jornalista e escritora Martha Rhodes sobre seu tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana, autora do livro “3,000 Pulsos Depois: Memórias de Sobrevivência da Depressão sem Medicações”

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Após uma grande luta contra a Depressão e tentar inúmeros tratamentos inefetivos por vários anos, parecia que nada podia aliviar a depressão diária de Martha Rhodes. finalmente, um familiar contou a Rhodes sobre o tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana em Maio de 2010. Ela nunca mais se arrependeu.

Rhodes, que atribui sua salvação à EMT , atualmente reside em Danbury, CT com seu marido e foi muito solicita ao contar sua história de luta, sobrevivência e momentos difíceis.

Descreva sua vida antes do tratamento com EMT

Fui diagnosticada com Depressão Maior há aproximadamente 20 anos atrás e comecei a ser tratada com Zoloft (Sertralina). Os efeitos colaterais eram intoleráveis, então interrompi o uso por conta própria e logo percebei que não conseguia funcionar sem algum tipo de antidepressivo.

Meu Clínico Geral tentou me tratar com Lexapro (Escitalopram) e Paxil CR (Paroxetina). Utilizei a medicação todos os dias por muitos anos enquanto ela aumentava a dose até o máximo. Eu acreditava que era uma pessoa ingrata, já que tudo na minha vida parecia perfeito – casamento duradouro, ótimos filhos, uma carreira bem sucedida. Apesar de tudo, as medicações pararam de funcionar. A verdade é que eu tinha o que é conhecida como Depressão Resistente.

Eventualmente minha Depressão Resistente me levou a um Pronto Socorro, sendo salva de uma overdose de Álcool e Alprazolam. Após minha tentativa de suicídio tentei diferentes medicações por vários meses e nada me ajudava. Na verdade eu me sentia pior que quando comecei, tentando encontrar a medicação – ou combinação de pílulas – que aliviariam minha tristeza e pensamentos negativos.

As medicações eram simplesmente ineficazes ou os efeitos colaterais eram piores do que os mínimos efeitos benéficos das medicações. Além da depressão estava a minha frustração e medo que eu nunca encontrava alívio. Minha vontade de viver desaparecia e não parecia ter nenhum motivo em tentar.

Como você descobriu a EMT?

Inicialmente descobri pela minha irmã. Ela sabia que eu tinha interrompido as medicações porque não estavam funcionando ou porque os efeitos colaterais eram brutais, mas ao mesmo tempo ela (e todos na minha família) se preocupavam que eu não tinha nada para me tratar. Como fiquei sabendo da EMT na verdade é um dos milagres da minha vida:

Minha irmã estava em uma sala de espera de um dentista lendo uma revista e viu uma pagina inteira sobre EMT. Abaixo da manchete se lia “Médicos estão usando a mais nova tecnologia para tratar depressão sem o desconforto das medicações”. Ela me enviou a matéria e em uma semana eu estava no Instituto de Vida do Hospital Hartford sendo avaliada pela diretora do Centro de EMT quando ela determinou que eu era uma boa candidata para o tratamento. Infelizmente eu tive uma espera de 6 meses para conseguir o tratamento pelo convênio de saúde por via judicial. Felizmente a cobertura pelos convênios aumentou muito em todo o país nos últimos anos.

Quando você começou o Tratamento com EMT?

Eu comecei o tratamento com EMT em Maio de 2010 após 6 meses de processo judicial para ter o tratamento pelo plano de saúde, o que finalmente consegui. Felizmente os convênios já pré-autorizam a cobertura do tratamento ou reembolsam os paciente para o tratamento de EMT muito mais rapidamente que 3 anos atrás.

É uma situação ganha-ganha para mim e a empresa de seguro, pois eles não precisam custear uma consulta mensal para eu ter a receita das medicações e minhas visitas frequentes ao terapeuta foram reduzidas de semanais para mensais, e agora “conforme o necessário”.

Além disso, minha saúde mental positiva me permitiu tomar mais cuidado com minha saúde física em prevenção de doenças, exercícios e práticas mais saudáveis de vida. No longo prazo, acredito que a EMT é mais barata para os convênios de saúde do que o uso contínuo de medicações e terapia em que eles se baseiam.

Por que você começou o tratamento com EMT?

Eu procurei tratamento com EMT porque, no tempo da crise, as únicas alternativas que eu conhecia eram a psicoterapia, medicações ou eletroconvulsoterapia (eletrochoque- ECT). Eu já tinha tentado mais de seis medicações diferentes que não aliviaram meus sintomas e não estava disposta a passar pelo tratamento com ECT pela necessidade de anestesia, relaxantes musculares e efeitos colaterais graves de perda de memória.

Inicialmente eu tinha precauções quanto à EMT por ser uma tecnologia nova, mas os resultados positivos dos estudos clínicos e o fato do FDA ter reconhecido sem nenhuma dúvida a eficácia e segurança da técnica em Outubro de 2008 . Também fiquei reconfortada que a eficácia da EMT era equivalente ao ECT. Como eu me sentia sem esperança, foi muito fácil aceitar a decisão “O que eu tinha a perder?”

O que você experimentou durante o tratamento com EMT? Foi desconfortável?

Eu fiquei positivamente surpresa em descobrir o quanto uma sessão de EMT é simples. Eu sentei em uma poltrona confortável com musica ou TV disponível e relaxei. Os pulsos magnéticos rapidamente disparavam por 4 segundos, depois descansava por 20 segundos, então por mais 4 segundos – ligando e desligando, ligando e desligando – nessa sequencia por trinta e sete minutos em um total de 3.000 pulsos por sessão. Inicialmente eu me acostumei as batidas intensas do lado de fora da minha cabeça.

Era parecido com quando meu irmão me dava um “cascudo” quando eu era criança. Tomei um Tylenol uma hora antes do tratamento e, após uma semana, me acostumei com o tratamento e o desconforto desapareceu. Minha coordenadora do EMT também ajustou a bobina um pouco mais alto na minha cabeça e me fez sentir mais confortável.

Mas a melhor parte foi que não tinha efeitos colaterais. Nenhuma dor de cabeça, nenhum desconforto estomacal, nenhuma desorientação ou qualquer coisa do tipo. Nenhum sedativo ou anestesia (como é o caso do ECT), então eu não ficava sonolenta depois. Eu dirigia antes e depois das sessões. Uma sessão durava menos de uma hora – e normalmente eu já tinha ido embora em 45 minutos. Uma manicure e pedicure dura o mesmo tempo, ou mais.

Eu fiz o tratamento 5 vezes na semana por 6 semanas. Um componente importante do meu sucesso com EMT foi minha vontade de acreditar que o tratamento funciona. Verdadeiramente, eu me encontrei lutando contra Medo, Incerteza e Dúvida, me perguntando “O que uma batida de 4 segundos fora da minha cabeça vai fazer para tirar toda essa tristeza e sofrimento?”

FONTE: https://www.greenbrooktms.com/blog/martha-rhodes-a-tms-success-story-part-i/

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UNIMED DEVE CUSTEAR TRATAMENTO PARA ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA – SOB PENA DE MULTA

NOTÍCIA

A decisão é da juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda que acolheu um pedido liminar de uma usuária, que teve o tratamento médico negado pela Unimed

A juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, obrigou a Unimed Cáceres a custear o tratamento médico de uma paciente com depressão.

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Usuária do plano de saúde, ela relatou na Justiça que após ser diagnosticada com o transtorno depressivo, passou por um tratamento com medicamentos, mas não obtive resultado positivo. Por isso, seu médico prescreveu 25 sessões de EMT (Estimulação Magnética Transcraniana).

O tratamento foi negado pela Unimed, sob o argumento de que a referida técnica não consta no rol de cobertura mínima definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Diante da situação, a paciente propôs uma ação com tutela de urgência para que a empresa fosse obrigada a liberar a terapia.

Em sua decisão, a juíza confirmou que o pedido da usuária detém a probabilidade do direito e o perigo da demora, devendo ser deferido.

Conforme a magistrada, a negativa por parte da Unimed desvia a finalidade contrato, “que é a proteção à vida, a saúde”.

“Resta, portando demonstrado o requisito do perigo da demora, uma vez que não sendo realizadas as terapias prescritas, poderá a autora sofrer consequências irreversíveis. Do mesmo modo, evidente a probabilidade do seu direito, eis que beneficiária do plano de saúde e vem cumprindo com as contraprestações corretamente”, destacou.

“Diante disso, verifico a presença dos requisitos autorizadores para a concessão da tutela de urgência, visto que a demora na prestação jurisdicional poderá trazer sérios prejuízos à saúde da paciente, ora autora”, pontuou Carlota.

Ainda em sua decisão, a juíza reconheceu que as operadoras de planos de saúde podem regular as doenças que terão cobertura do plano, mas que não devem restringir a forma a ser utilizada para o tratamento, já que cabe o médico fazê-lo.

“Portanto, ante a gravidade da doença, assim como em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, que é o bem maior do ser, o deferimento da tutela se impõe”.

A magistrada fixou uma multa no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão.

Audiência de conciliação

A juíza agendou para o próximo dia 15 de outubro, às 10h, uma audiência de conciliação entre as partes, que será realizada na Central de Conciliação e Mediação de Cuiabá.

Fonte:
https://www.pontonacurva.com.br/civel/unimed-deve-custear-tratamento-a-paciente-com-depresso/9023

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MUITO ALÉM DA TRISTEZA – 10 SINTOMAS QUE VOCÊ NÃO CONHECIA DA DEPRESSÃO

Quando falamos em Depressão automaticamente imaginamos uma pessoa que se sente triste, com humor deprimido, “na fossa”, que a tristeza é a única emoção que preenche todos os dias dela.

É bem verdade que Depressão e Tristeza andam juntas, e a Tristeza é uma emoção recorrente entre as pessoas com Depressão, mas não é só isso!

Preparei essa lista com 10 outros sintomas da Depressão para você ficar atento em seus entes queridos e em si mesmo.

1 . PERDA DO INTERESSE OU PRAZER

A perda do prazer em realizar atividades e hobbies que antes traziam alegria e satisfação é provavelmente o sintoma mais recorrente da Depressão (até mais que a Tristeza).

A pessoa evita situações sociais, deixa de fazer exercícios, de apreciar uma música, não consegue dar aquela gargalhada ao assistir uma série ou programa de TV.

2. VARIAÇÃO DE PESO

O nosso corpo espelha nossa mente, é comum a pessoa com Depressão ter variações no apetite. Podendo comer compulsivamente ou perder totalmente o interesse em se alimentar.

Uma alteração maior que 5% do peso total em um mês sem estar de dieta ou fazendo exercícios físicos para isso é um sinal de alerta para doenças do corpo e psiquiátricas.

3. INSÔNIA OU HIPERSONIA

Insônia quase todo mundo conhece. Quando a mente não está bem uma das primeiras funções atingidas é a capacidade de ter uma boa noite de sono.

A cabeça não para e aquele momento de paz se torna uma verdadeira tortura para a pessoa que se revira a noite inteira na cama.

Alguns pacientes podem ter aumento da necessidade de sono, o que chamamos de HIPERsonia – o nome é auto-explicativo – um sono HIPERaumentado.

Algumas pessoas podem chegar a dormir doze a quinze horas e ainda continuarem cansadas.

4. LENTIDÃO

A Depressão tende a causar uma lentidão generalizada, aquela tarefa simples e corriqueira pode demorar muito para ser realizada.

Geralmente isso é observado por outras pessoas, que reparam que a pessoa está mais lenta que o normal, seja para dirigir, cozinhar ou realizar atividade no trabalho.

5. PERDA DA LIBIDO

É difícil ver uma pessoa deprimida que não tenha prejuízos na libido ou disfunção erétil. Se a pessoa está se sentindo triste e perdendo toda a capacidade de sentir prazer, fazer sexo é a última das prioridades.

Inclusive o paciente nem reclama dessa dificuldade, por isso o psiquiatra tem sempre que perguntar sobre isso.

Um grande problema no tratamento da depressão é que os antidepressivos também causam perda da libido, disfunção erétil ou dificuldade para atingir o orgasmo em mais da metade dos que usam essas medicações.

Tratamentos não medicamentosos como a Estimulação Magnética Transcraniana são uma ótima opção para pessoas que querem tratar depressão e tem medo de piorar a atividade sexual ou outros efeitos colaterais.

6. DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO

“Não consigo prestar atenção em nada”

Assim como a pessoa fica mais lenta, o pensamento também fica “lentificado”, causando a sensação de perda de concentração e dificuldade para ler um livro ou entender uma conversa complexa.

Muitas vezes a perda de concentração leva a pessoa ao Psiquiatra, achando até que tem um quadro de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade) – se não for bem avaliada por um especialista o diagnóstico e tratamento podem mudar completamente!

Algumas medicações podem ter como efeito colateral justamente a perda de concentração, avise seu médico se sentir isso.

7. FADIGA E CANSAÇO

Se sentir exausto muitas vezes é a regra para quem tem Depressão.

Mesmo após dormir, a pessoa sente como se toda energia estivesse esgotada, ir trabalhar, limpar a casa, levar os filhos na escola são como correr uma maratona.

Essa perda de energia costuma melhorar muito com exercícios físicos, mas como orientar alguém extremamente cansado a fazer exercícios aeróbicos?

Isso é um desafio para pacientes e médicos psiquiatras, mas o tratamento correto pode ajudar a dar o pontapé inicial.

8. SENSAÇÃO DE CULPA

Se sentir culpado sem saber o porque, achar que fez algo errado e que todos os problemas da vida e da família são sua responsabilidade é muito comum.

A pessoa pode até saber que essa crença é irracional e que não tem motivo de existir, mas retirar a sensação de culpa é quase impossível na pessoa com Depressão.

9. PERDA DO AUTO-CUIDADO

Deixar de ter vaidade, de se arrumar e perde toda a auto-estima é super recorrente!

Algumas pessoas chegam a ficar dias e dias sem tomar banho, sem pentear o cabelo ou escovar os dentes.

Observar se algum parente ou amigo está deixando de lado rotinas básicas de higiene ou perdeu a vaidade que sempre teve é uma grande dica para perceber a depressão em outras pessoas.

10. PENSAMENTOS DE MORTE

Sem dúvida a maior fonte de sofrimento – nem sempre você vai ouvir “Quero me matar” – esse é o ultimo estágio da Depressão, onde existe o maior risco de suicídio, antes disso muitas pessoas simplesmente pensam na morte o dia inteiro.

“Podia morrer que não ia fazer diferença”, “se eu morresse seria até bom”, “Será que a morte é tão ruim?” – Esse tipo de pensamento ou de fala pode anteceder a ideação de suicídio.

Nunca ignore esse sinal – é o mais grave e maior indicativo de tratamento o mais rápido o possível com o psiquiatra!